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Briga entre presidenciáveis: Jair Bolsonaro diz que vai processar Ciro Gomes por calúnia

O deputado (E) foi acusado pelo ex-ministro (D) de envolvimento em lavagem de dinheiro. (Foto: Reprodução)

Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que vai processar por calúnia o também presidenciável cearense Ciro Gomes (PDT). A decisão foi tomada, segundo ele, após as recentes declarações do ex-ministro sobre o suposto envolvimento de Bolsonaro em lavagem de dinheiro: segundo Ciro, Bolsonaro recebeu de seu antigo partido, o PP, uma soma em dinheiro que pertencia ao grupo empresarial JBS/Friboi, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O caso teria ocorrido em 2014, ano em que Jair obteve 464 mil votos para deputado federal pelo Rio de Janeiro. A versão de Bolsonaro é de que o valor veio diretamente da conta do partido mas, ao verificar que o doador era a JBS/Friboi, ele avaliou que isso poderia dar margem a problemas, uma vez que o conglomerado recém recebera um empréstimo do BNDES (Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Assim, Bolsonaro garante que exigiu a devolução dessa quantia, oriunda do fundo partidário mas que tinha como doador originário a empresa dos irmãos Batista, pivôs da maior crise política do governo do presidente Michel Temer. O polêmico deputado alega, inclusive, que depositou cheques nominais de devolução na conta do PP.

Polêmicas

No dia 21 de julho, Ciro Gomes contestou o blogueiro Alexandre Cabral, do jornal O Estado de S. Paulo, que havia insinuado a existência de planos para uma possível aliança do pedetista com Bolsonaro. “Em hipótese alguma”, frisou Ciro, dizendo que jamais aceitaria o parlamentar a seu lado, muito menos em uma chapa para o Palácio do Planalto. “Na circunstância atual, ele é intolerável para um país em que a população se encontra ferida por um esquema fraudulento de corrupção.”

Na Justiça de São Paulo já tramita uma queixa-crime contra Ciro, mas cujo autor é o prefeito tucano João Doria. O processo faz referência ao delito de calúnia, difamação e injúria, uma vez que Doria foi chamado de “farsante” pelo pedetista em diversas ocasiões, inclusive depois de aberta a ação.

Nos autos da representação criminal, os advogados de Doria alegou que o ex-ministro pronunciou publicamente o adjetivo ao menos três vezes, com o “notório o interesse de prejudicar a honra objetiva de João Doria”, é um dos mais cotados extraoficialmente para a disputa presidencial em 2018.

Em uma das entrevistas em que Ciro se referiu a Doria como “farsante”, reiterou que o prefeito paulistano “logo será desmascarado” e que as suas ações no Executivo municipal da maior cidade brasileira têm como objetivo “aparecer”. “É melhor que ele coloque logo uma melancia no pescoço”, ironizou o ex-ministro em um vídeo gravado pela emissora Diário do Nordeste e que foi veiculado em suas redes sociais no mês passado.

Nas postagens, Ciro também traçava um paralelo entre Doria e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, bem como ao presidente Michel Temer, ambos do PMDB. E disparou comentando que Doria será “apenas mais um dos que aguardam para ser preso”. O pedetista disse, ainda, ter sido o primeiro a perceber que Cunha não era um político idôneo, mesmo quando o Brasil ainda não sabia ao certo quem ele era o peemedebista, preso desde o ano passado pela Operação Lava-Jato.

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