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Câmara fecha porta para o Executivo

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, deveria apenas lamentar o déficit nas contas do governo federal.

O prefeito Nelson Marchezan sofreu, ontem à noite, mais uma derrota: a Câmara Municipal rejeitou, por 22 votos a seis, o projeto de lei que alterava o Estatuto dos Funcionários Públicos de Porto Alegre. A proposta, de grande impacto, modificava regras sobre avanços, adicionais, incorporação de gratificações e regimes especiais de trabalho. O resultado não surpreende. Retirar direitos às vésperas de uma campanha eleitoral jamais ocorreu em legislativos. Não seria desta vez.

Terminou a dúvida

Até o final da tarde, havia impasse entre os vereadores sobre votar os projetos antes do recesso ou deixar para agosto. Quando o levantamento apontou para vitória da oposição, pediram que fosse acionado o placar eletrônico.

Nova investida

Hoje pela manhã, a Câmara Municipal fará outra sessão. Na pauta, a revisão da planta de valores que determina o aumento do IPTU. Há duas hipóteses: rejeição ou a ausência do número necessário para votação em plenário. Resta ainda ao Executivo a possibilidade de retirar o projeto, para evitar repetição da derrota ocorrida em dezembro do ano passado, quando o mesmo tema foi discutido.

É de rir ou chorar

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse ontem que o governo não tem dúvidas: conseguirá cumprir a meta fiscal deste ano, que permite o rombo de até 159 bilhões de reais nas contas públicas.
O anúncio teve um ar de comemoração por atingir um objetivo. Pobre e triste objetivo. A propósito, para rolar sua dívida de mais de 3 trilhões de reais, o valor pago pelo governo federal em juros, desde 1º de janeiro deste ano, aproxima-se de 200 bilhões de reais. Dinheiro dos tributos arrecadados do bolso de cada um de nós.

Jogo dos apoios

O PDT nacional vai dispor de sete dias para convencer o PSB e o DEM a apoiarem Ciro Gomes. A convenção dos trabalhistas ocorrerá na próxima sexta-feira.

Reta final

O PT terá mais tempo: a convenção nacional está marcada para o dia 28 deste mês. A presidente Gleisi Hoffmann percorre o país e deve fazer escala em Porto Alegre na próxima semana para ouvir as lideranças sobre a escolha de candidato a presidente da República.

Homenagem

O lançamento do Memorial Virtual Júlio Rececker, ontem à noite, lotou um dos salões da Fiergs. Amigos do deputado federal, que faleceu no acidente da TAM em 2007, emocionaram-se com as manifestações dos filhos e o acervo reunido, que estará à disposição na Internet.

Bateu forte

O empresário Sergio Suslik Wais desistiu ontem de sua candidatura ao Senado pelo Partido Novo. A decisão foi tomada após tomar conhecimento de três fatos: 1º) a censura do diretório estadual aos princípios que seriam utilizados em sua campanha; 2º) não ter acesso à lista de filiados para escolha dos suplentes; 3º) a convenção do dia 20 acontecerá a portas fechadas com a participação somente de seis integrantes do diretório estadual. Como último ato, Wais pediu desfiliação.

Não perdoa

As diferenças entre o PP nacional e do Rio Grande do Sul vêm desde o tempo em que Paulo Maluf mandava e desmandava. Em todas as tentativas para tirá-lo do comando, os gaúchos se deram mal. Cortar recursos para a campanha no Estado, agora, é mais uma vingança dos sucessores de Maluf.

Aplicando a lei

A Câmara dos Deputados quer, mas o presidente Michel Temer vai vetar a anistia para 349 multas de trânsito aplicadas a caminhoneiros e transportadoras durante a paralisação de maio. Juntas somam 1 milhão e 770 mil reais. Pelo prejuízo que causaram não é muito.

Despesa extra

Está na fila de votações da Câmara dos Deputados projeto, já aprovado pelo Senado, que facilita a criação, o desmembramento e a incorporação de municípios. Pode viabilizar o surgimento de 400 novas cidades de até 5 mil habitantes. O texto não prevê de onde sairá o dinheiro para montar a máquina administrativa, entre construções de prédios públicos e contratação de servidores.
Fica evidente que é manobra de ano eleitoral.

Longe da bomba

A 13 de julho de 1998, o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou que “o Brasil não quer a bomba atômica. Ela só seria causa de tensão e desconfianças em nossa região. Achamos melhor gastar os escassos recursos na estabilidade econômica e no combate às desigualdades sociais do que em projetos armamentistas.” A declaração foi feita em Brasília durante a assinatura do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares.

Única certeza

Depois das eleições, a frase mais repetida será “ao vencedor, a crise”.

 

 

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