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Caminhões sem motorista começam a fazer entregas na Suécia

Desenvolvedores dizem que empresa não descarta parceria com grandes fornecedores para aumentar produção. (Foto: Reprodução)

Um caminhão elétrico sem motorista começou a fazer entregas diárias em uma rodovia na Suécia nesta semana, no que a desenvolvedora Einride e cliente de logística DB Schenker descreveram como o primeiro no mundo.

Robert Falck, presidente-executivo da startup sueca Einride, disse que a empresa estava em conversas de parceria com grandes fornecedores para ajudar a aumentar a produção e entregar pedidos, e a empresa não descartou futuras ligações com grandes fabricantes de caminhões.

“Esta permissão pública para estradas é um marco importante… e é um passo para a comercialização de tecnologia autônoma nas estradas”, disse o ex-executivo da Volvo à Reuters.

“Como somos uma empresa de software e operacional, uma parceria com uma empresa de manufatura é algo que consideramos um avanço”, disse ele, acrescentando que espera selar um acordo até o próximo ano.

Falck disse que a Einride solicitará no próximo ano mais permissões de rota pública e planeja expandir nos Estados Unidos.

“O ponto zero para os veículos autônomos são os Estados Unidos. Acho que será o primeiro mercado a avançar quando se trata de veículos autônomos”, disse ele.

No Brasil

Para quem pensa que os carros autônomos farão parte do nosso dia a dia muito em breve, o CEO da Ford, Jim Hackett, tem um recado pouco animador. Ele se juntou a um grupo crescente de executivos de empresas dos setores de veículos e tecnologia que acredita que esse tipo de transporte não chegará ao mercado tão cedo como se espera.

Para Hackett, a indústria “superestimou a chegada de veículos autônomos”, segundo o site da Wired. A Ford estabeleceu para si mesma o prazo de 2021 para apresentar seu primeiro carro sem motorista – e parece não hesitar em relação à data. No entanto, ele não será um veículo capaz de te levar a qualquer lugar. Ao contrário, terá seu raio de atuação limitado. “O problema é bastante complexo”, afirma o CEO da Ford.

Diante da complexidade da tecnologia, Hackett e outros representantes do setor estão reconhecendo que o marketing pode sido ter exagerado em relação aos autônomos. Os executivos estão fazendo menos promessas sobre quando esses veículos serão lançados. É o caso do CEO da Waymo – empresa de mobilidade da Alphabet (holding que controla o Google) –, John Krafcik, que sugeriu que a ideia de um carro autônomo realmente capaz de ir a qualquer lugar talvez nunca se concretizasse.

A corrida pelos carros autônomos tem sido intensa. Gigantes como Uber e Google aparecem na frente, mas colecionam fracassos e dificuldades. O Uber chegou a ter suspensa sua permissão no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, para testar seu modelo de carro autônomos em estradas públicas após um acidente fatal no Arizona. No caso do Google, a dificuldade é em relação ao público: os veículos autônomos da Waymo já foram alvo de diversos atos de vandalismo.

Para concorrer com as iniciativas das gigantes, empresas menores, como a startup Aurora, têm entrado na briga com força. A companhia já recebeu uma rodada de investimentos de US$ 530 milhões.

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