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Por causa da chuva, a final entre o Boca Juniors e o River Plate foi adiada para este domingo

O gramado da Bombonera. Jogo foi transferido para este domingo, às 17 horas. (Foto: Reprodução)

Foi cancelado o jogo Boca Juniors x River Plate. Faltando poucas horas para o início da primeira partida da final da Libertadores, havia dúvida se a partida seria disputada neste sábado (10). Tudo por conta do temporal na capital argentina. A partida foi transferida para este domingo, às 16 horas (17 horas, no horário de Brasília), após três vistorias no gramado da Bombonera. A última foi feita pelo trio de arbitragem.

Secretário-geral do Boca, Christian Gribaudo deu um panorama da tempestade, segundo o diário local Olé: “Teve mais água do que durante todo o ano”. Segundo a reportagem, fora 95 milímetros de chuva.

Água

Se os torcedores, de Boca ou de River, que disseram que não conseguiriam dormir na noite anterior à partida realmente não o fizeram, foram os únicos a ver aquela que seria a protagonista do dia: uma tempestade que caiu no começo da manhã em Buenos Aires, o início de um inesquecível dia chuvoso que terminou por adiar a tão esperada primeira partida da final da Libertadores entre os rivais centenários. A expectativa virou água.

Com previsão de mais chuva para este domingo, dirigentes dos dois clubes estão pessimistas quanto à realização da partida, segundo a imprensa local. As TVs argentinas — que tratam a final como o maior evento que já passou pelo planeta — começaram a cobertura nove horas antes do horário marcado para o pontapé inicial. Para quem achava que faltaria assunto, sobrou: a espera pela condição do jogo e a decisão sobre o adiamento ou não tomou horas de programação, com palavras de meteorologistas, agrônomos e ex-jogadores, tentando prever o futuro do céu, da grama e da bola.

Foi no fim da manhã que o adiamento começou a ser cogitado. A Conmebol prometeu uma decisão para meio-dia. Mantendo sua tradição nada assertiva, postergou a decisão para 13h, e depois confirmou a realização do jogo. Foi quando a chuva voltou forte, e, como equipes que acabam com uma partida em poucos minutos de muita pressão, encerrou qualquer chance do futebol ser jogado no bairro onde os dois finalistas nasceram.

Enxugando gelo

A drenagem do gramado da Bombonera tentou cumprir seu papel, auxiliada por funcionários que tentavam escoar a água, mas era como enxugar gelo: ainda que mais fina, a água que caia do céu seguia atrasando e dando mais nervosismo à já histórica decisão. No futebol sul-americano, ao que parece, até São Pedro é “catimbeiro”.

A palavra final ainda demorou. O suficiente para quase todos os torcedores entrarem no estádio. Pelo tamanho do jogo, a imensa maioria chegou cedo, e faltando quatro horas para a partida os arredores da Bombonera estavam tomados. Os que tinham ingressos para setores parcialmente cobertos correram para seus assentos.

Às 15h30min, os juízes entraram em campo, tradicionalmente vaiados, para conferir o tamanho do estrago da natureza no gramado. Um deles até chutou uma bola em uma das partes mais alagadas do campo, para ver se ela rolava, o que aconteceu de modo sofrível. No entanto, foi a senha para a arquibancada explodir em festa, quase que suplicando por uma partida de futebol que diminuísse a ansiedade. Um quase grito de gol por um simples chute de um árbitro.

Nada feito. Jogo adiado. Para aumentar a sofrência, o aguaceiro diminuiu bastante logo em seguida, enquanto os torcedores do Boca tomavam novamente as ruas, cantando com paixão as músicas do clube para aliviar a ansiedade por não terem visto o que vieram ver.

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