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O funkeiro Mr. Catra morreu aos 49 anos. Ele deixou 32 filhos

Mr. Catra lutava contra um câncer gástrico. (Foto: Divulgação)

O cantor de funk Wagner Domingues Costa, o Mr. Catra, morreu na tarde deste domingo (9), aos 49 anos. Natural do Rio de Janeiro, ele estava internado no Hospital do Coração, em São Paulo. Catra deixou três esposas, 32 filhos e quatro netos. A assessoria de imprensa do cantor disse que ele morreu em decorrência de um câncer gástrico.

No início de 2017, o cantor foi diagnosticado com um câncer no estômago. Na ocasião, ele disse que tinha parado de beber e reduzido o número de cigarros que fumava para realizar as sessões de quimioterapia.

Mr. Catra se formou em Direito, mas nunca exerceu a profissão. Ele começou sua trajetória na música em uma banda de rock, mas ficou conhecido mesmo no funk. Um dos principais hits de Catra é “Uh Papai Chegou”. Ele também ficou famoso por “Adultério” e “Bonde que vê”.

Famosos lamentaram a morte do funkeiro nas redes sociais. O humorista Marcelo Adnet disse estar triste com a notícia. A atriz Maisa afirmou que ele deixará saudades. “Que Deus conforte os corações da família”.

Trajetória

Segundo especialistas, Mr. Catra, foi muito mais do que o personagem de inúmeras mulheres e dezenas de filhos. Sua trajetória marcou um movimento de aceitação do funk para além das barreiras geográficas e sociais entre favela e asfalto. Foi ele, por exemplo, o primeiro artista do gênero a se apresentar no Rock in Rio – convidado por Lulu Santos, em 2015. Estudioso da música e figura de fácil circulação entre diferentes cenas – seu leque de parcerias vai de Caetano Veloso a Bonde da Stronda –, ajudou a diminuir o preconceito que sempre acompanhou o sucesso do funk carioca.

Filho do frentista e passista Manoel e da doméstica Elza, Wagner cresceu no Morro do Borel, na Tijuca, mas virou Catra por ter sido adotado pela família do patrão de sua mãe, o magnata Edgar Marcos Molina, na rua Dr. Catrambi, no Alto da Boa Vista. A adoção lhe trouxe regalias: Catra estudou em colégios renomados, como o Pedro II, onde foi líder estudantil, tornou-se poliglota (ele dizia que falava inglês, francês, alemão, hebraico e grego) e formou-se em Direito pela Universidade Gama Filho.

“Quem faz careta para o funk hoje é neto de quem discriminou o samba ontem e bisneto de quem condenou a capoeira anteontem”, disse em uma entrevista em 2014.

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