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Brasil Carlos Bolsonaro defende a atuação do pai nas redes sociais: “Querem ele fraco para conseguir chantageá-lo”

Carlos endossou no Twitter um post que acusa o Legislativo de embromar seis meses para aprovar na comissão sobre a Previdência uma versão "desidratada" da reforma. (Foto: Agência Brasil)

Filho mais próximo do presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro defendeu na segunda-feira (25) a atuação do seu pai nas redes sociais, a despeito de postagens e afirmações polêmicas, corriqueiras nos perfis da família. “As pessoas que querem Bolsonaro longe das redes sociais sabem que é isso que o conecta com o povo, já que não tem mídia a seu favor”, escreveu.

Mais ativo dos filhos nas redes, Carlos resume seu pensamento dizendo que foi a atuação de Bolsonaro nas mídias sociais que lhe deu a vitória nas urnas, nas eleições presidenciais. Ele afirmou ainda que há pessoas que “o querem fraco e sem apoio popular para conseguir chantageá-lo”.

Já nesta terça-feira (26), Carlos voltou a usar o espaço no seu perfil no microblog, desta vez para elogiar o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, que protagonizou discussões públicas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que na semana passada chegou a dizer que Moro não entendia de política.

“O pacote anti-crime do ministro Moro não é mera proposta de governo, é a principal demanda de nossa população! Enquanto o Congresso terá mais de 3 meses para aperfeiçoar a Nova Previdência seguindo os trâmites legais do Regimento interno da Casa de Leis, outros assuntos podem e devem ser levados adiante, principalmente aqueles que a sociedade anseia. Boa sorte, Brasil!”.

Em fevereiro, o jornal O Globo analisou 500 tuítes feitos por Carlos entre 15 de dezembro e 15 de fevereiro e constatou que 72,2% das postagens feitas pelo parlamentar são ataques. O alvo preferencial é a imprensa, mas também sobram bordoadas para a esquerda e até mesmo para aliados, como o ex-secretário-geral da Presidência Gustavo Bebianno.

Embora os ataques predominem, sobra espaço na rede social para que Carlos divulgue conteúdo institucional do governo ou elogie aliados. Os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Damares Alves (Direitos Humanos) e Santos Cruz (Governo) são alvos de menções elogiosas, assim como o guru da direita Olavo de Carvalho.

Mudança de comando

O presidente Jair Bolsonaro decidiu mudar o comando da Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência da República. O atual titular do posto, Floriano Amorim, confirmou na noite desta terça-feira (26) que deixará o cargo. O empresário Fábio Wajngarten, especialista em comunicação, já foi escolhido e deve ser anunciado pelo Palácio do Planalto nos próximos dias.

Ficam sob os cuidados da Secretaria a gestão de verbas e ações de publicidade e o atendimento à imprensa. A mudança na Secom ocorre após avaliação de que era preciso dar maior tecnicidade ao trabalho do órgão.

Nesse contexto, pesou o fato de a equipe econômica ter reforçado à Bolsonaro a necessidade de intensificar a publicidade da reforma da Previdência nos meios tradicionais de comunicação. Wajngarten foi escolhido com aval da família Bolsonaro e com o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes, com quem almoçou nesta terça-feira.

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