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Confronto em protesto de supremacistas brancos nos EUA deixa três mortos e pelo menos 33 feridos

Momento do atropelamento em Charlottesville, nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

Pelo menos três pessoas morreram e outras 33 ficaram feridas durante um confronto durante um protesto de supremacistas brancos na cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia, segundo a CNN. Um homem teria atropelado um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus deste sábado (12).

Segundo informações do Departamento de Polícia de Charlottesville, depois que os agentes dispersaram os manifestantes, um carro atingiu várias pessoas que estavam na rua. O motorista já teria sido preso, disseram testemunhas citadas pela imprensa americana.

A morte foi confirmada no Twitter pelo prefeito da cidade, Mike Signer, que disse estar “desolado” por uma vida ter sido perdida em Charlottesville. Na mensagem, ele pede que todas as “pessoas de bem” deixem a manifestação e voltem para suas casas.

Fontes no Hospital da Universidade da Virgínia também confirmaram a morte de um manifestante e informaram que outras 19 estavam sendo atendidas após terem ficado feridas no atropelamento.

O governador da Virgínia, Terry McAuliffe, chegou a declarar durante uma coletiva de imprensa que três pessoas morreram, mas não especificou onde as mortes ocorreram. Outras autoridades informaram que duas pessoas morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos.

Durante confronto, a prefeitura da cidade declarou estado de emergência e, através de um comunicado no Twitter, citou o ato como uma “iminente guerra civil”. Segundo a polícia de Virgínia, alguns manifestantes foram detidos durante o confronto.

A cidade Charlottesville, que tem pouco mais de 50 mil habitantes, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar que pretende retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal, segundo a BBC.

O general Lee foi o comandante das forças dos Estados Confederados da América, a união de seis estados separatistas do Sul dos Estados Unidos, durante a Guerra Civil norte-americana (1861-1865). Os Estados Confederados, do sul americano buscaram a independência para impedir a abolição da escravatura. Mesmo após a derrota definitiva no conflito, Lee se tornou um símbolo dos movimentos de extrema-direita norte-americanos, que ainda hoje o lembram como um herói.

A remoção da estátua de Lee foi considerada como uma afronta pelos grupos de direita, que decidiram protestar. Atualmente, várias cidades americanas vêm retirando homenagens a militares confederados – o que tem gerado alívio, de um lado, e fúria, de outro.

Por precaução, mais de mil agentes de segurança tinham sido mobilizados, segundo a Efe, e o governador do estado, o democrata Terry McAuliffe, tinha pedido aos cidadãos que se mantenham afastados do protesto.

Na noite de sexta-feira (11), centenas de homens e mulheres carregavam tochas, fizeram saudações nazistas e gritavam palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

O protesto foi descrito pelos participantes como um aquecimento para o evento “Unir a Direita”, previsto para este sábado na cidade e que prometia reunir mais de mil pessoas, incluindo os principais líderes de grupos associados à extrema direita no país. (AG)

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