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Caso Bernardo: “Graciele teria dito que ia arrumar um matador de aluguel para o Bernardo”, diz técnica de enfermagem que trabalhava com pai

Marlise Henz trabalhava diretamente com Leandro Boldrini (Foto: Reprodução/TJ)

Próximo das 16h30, iniciou a fase em que as testemunhas de defesa são questionadas em plenário. Lori Heller foi a primeira da lista de nove indicados pela defesa de Leandro Boldrini. Ela é ex-babá de Bernardo e trabalhou na casa do pai do menino quando Odilaine, mãe do garoto, ainda era viva. Em razão de Lori Heller ter idade elevada e pressão alta, a juíza Sucilene Engler Werle pediu calma a todas as partes, a fim de respeitar a saúde da testemunha. O depoimento durou cerca de vinte minutos e não houve questionamentos por parte dos advogados de acusação.

Por conseguinte, Marlise Henz, que trabalhava no hospital diretamente com Leandro Boldrini, assumiu a palavra. Quando questionada pela juíza se havia observado o sumiço de algum medicamento a poucos dias da data da morte de Bernardo, a ex-funcionária afirmou que sim. Na ocasião, ela comentou com a madrasta, que também frequentava o local, sobre a ausência do remédio. De acordo com ela, Graciele manifestou a importância de manter fechado o local onde ficavam os remédios.

Sobre o dia em que Leandro recebeu a intimação da justiça (quando Bernardo denunciou o pai e a madrasta), a afirmação foi de que Graciele estava irritada, enquanto o pai pareceu triste. “Ela se mostrou muito estressada”, afirmou. Indagada quanto à relação do pai e do filho, observou que Leandro “era um pai manso”. Apesar da constatação, a técnica de enfermagem também confirmou o fato de Leandro, em outra ocasião, ter dito que Bernardo não recebia comida direito porque “sujava muito”. “Certo dia foi bem assim”, relembrou.

No dia em que Bernardo procurou a Justiça, Marlise lembra que Andressa, sua colega no hospital, a contou que “ela [Graciele] chegou, deu soco na mesa e teria dito que ia arrumar um matador de aluguel para mandar matar o Bernardo”. A técnica de enfermagem disse que não contou a Leandro sobre a fala de Graciele “porque ninguém imaginava que ela fosse fazer um negócio desses”.

Próximo das 18h, foi exibido um vídeo de ameaças de Graciele e Leandro a Bernardo para a testemunha. Nele, Bernardo pede por socorro, enquanto a câmera é escondida pela madrasta no quarto do casal. “Vocês me agrediram”, diz o menino. “Empresta o telefone que eu quero denunciar”, complementa a criança. Questionada novamente se acredita, mesmo após assistir ao conteúdo, que Leandro não tem envolvimento com o crime, Marlise reitera: “Eu acredito”.

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