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Centro Histórico-Cultural Santa Casa tem exposição “À Imortalidade da Espera”

Obras de glicerina criadas pelo artista visual Fercho Márquez. (Foto: Divulgação)

Por meio de seu Centro Histórico-Cultural, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, receberá a exposição “À Imortalidade da Espera”. Com curadoria de Fernanda Soares da Rosa, a iniciativa traz obras de glicerina criadas pelo artista visual Fercho Márquez. A mostra pode ser conferida até 27 de agosto, de terças a sábados, das 9h às 18h, e nos domingos e feriados, das 14h às 18h.

“À Imortalidade da Espera” é um dos projetos contemplados pelo 3º Edital de Ocupação dos Espaços do CHC (Centro Histórico-Cultural Santa Casa). O documento leva em consideração a concessão dos espaços do CHC para iniciativas nas áreas de música e artes cênicas e visuais, visando: valorizar a diversidade artística; estimular a capacidade de geração de novas plateias, de renda, de criação de novas oportunidades de trabalho e de formação de artistas; e democratizar o acesso à produção artística para segmentos da sociedade tradicionalmente excluídos da agenda cultural.

O Centro Histórico-Cultural Santa Casa é um espaço para iniciativas como exposições de arte, shows, peças de teatro, espetáculos de dança e cursos. A programação do mês de junho inclui a mostra A Arte do Cuidar, o espetáculo Teresinhas, o curso Despertando o Olhar Fotográfico e a oficina Fluxo de Energia. Confira mais em centrohistoricosantacasa.com.br/agenda-completa.

Centro Histórico-Cultural Santa Casa

O Centro Histórico-Cultural Santa Casa foi criado a partir do Arquivo Administrativo e Museu, setor que compõe o Cedop – Centro de Documentação e Pesquisa – uma Unidade Gerencial da Instituição responsável pela guarda, conservação e disponibilização de documentos. Sua origem remonta o ano de 1986, por iniciativa dos administradores da Santa Casa, que desde 1983 implantavam um novo modelo administrativo, a fim de superar a grave crise financeira pela qual passava a Instituição.

Antes da criação do Cedop parte da documentação encontrava-se em alguns porões dos hospitais, denominado de “Arquivo Morto”. Já a documentação corrente estava em alguns Arquivos Médicos espalhada nas diversas enfermarias e hospitais. Com o trabalho de uma equipe formada por historiadores, sociólogos e arquivistas a documentação começou a ser tratada, organizada e reunida, e em 1987 já existia um Arquivo centralizado.

Em abril deste mesmo ano foi criado o Centro Histórico-Cultural da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Paralelamente, iniciou-se a reunião e organização de objetos utilizados na Instituição, realizando-se algumas exposições temáticas para dar visibilidade ao acervo, e em 1994 foi criado o Museu Joaquim Francisco do Livramento. Também foi inaugurada uma “sala de leitura” em 1989, que passou a receber recursos e ganhou status de biblioteca. A partir de 2005 foram iniciadas as obras de revitalização de 8 casas localizada na Av. Independência com o objetivo de sediar o Centro Histórico-Cultural, inaugurado em 5 de junho de 2014. Um novo espaço para a preservação da memória e incentivo às mais variadas manifestações de expressão cultural.

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