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Chico Buarque, Gilberto Gil e outros artistas defenderam a libertação de Lula em um festival no Rio de Janeiro

Cantores participaram de ato em defesa do ex-presidente, que está preso desde abril. (Foto: Ricardo Stuckert)

Dezenas de artistas se reuniram no sábado no Festival Lula Livre, em defesa da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Operação Lava-Jato. A organização do evento, que teve início às 14h no bairro da Lapa, na região central do Rio de Janeiro, divulgou a participação de 42 cantores e bandas, que se apresentaram até a noite.

As atrações mais aguardadas eram as de Chico Buarque e Gilberto Gil. Também foram divulgadas as presenças dos cantores Chico César, Beth Carvalho, Jards Macalé, Lan Lanh e Ana Cañas. No início da noite, o público já lotava o entorno do palco, instalado embaixo dos Arcos da Lapa, um ponto turístico do bairro boêmio carioca.

Milhares de manifestantes vestiram máscaras de Lula e clamaram por sua libertação. No início do evento, a atriz Lucélia Santos fez um discurso em defesa do ex-presidente e também da sua participação nas eleições deste ano. Personalidades como o ator Fábio Assunção e o deputado federal Jean Wyllis compareceram ao evento.

Em suas redes sociais, Lula escreveu uma carta aos manifestantes. “Queridos artistas, estudantes, trabalhadores, meus queridos amigos reunidos nesse sábado, eu só posso agradecer a solidariedade de vocês. Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que amanhã há de ser outro dia?”, escreveu o ex-presidente, em um dos trechos.

Haddad ataca

O ex-prefeito de São Paulo e coordenador de programa da campanha eleitoral do ex-presidente Lula, Fernando Haddad (PT), fez duros ataques aos governos do PSDB que comandaram o Estado de São Paulo por 24 anos. Como principal interlocutor de Lula na convenção estadual do PT, no sábado, Haddad lembrou os dirigentes da Dersa que foram presos nos últimos meses denunciados por corrupção – entre eles, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, e Laurence Casagrande. “Tem meia dúzia de caras presos aí”, disse.

As investigações contra os dirigentes da Dersa são tocadas pela força-tarefa da Lava-Jato em São Paulo. A operação também foi bastante criticada pela militância petista em razão da condenação e prisão de Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá.

Haddad começou o discurso lembrando que tem o “privilégio” de ter o cliente “mais famoso do Brasil”. Ele foi inscrito nas últimas semanas como advogado de Lula para poder visitá-lo sem impedimentos na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Tentando angariar o apoio dos sindicalistas e da militância, de quem nunca foi próximo, Haddad fez um discurso inflamado contra o ex-prefeito João Doria (PSDB), que ganhou dele no primeiro turno no pleito municipal de 2016 e hoje disputa o governo com o petista Luiz Marinho.

“Doria fez um ano de destruição. Por esse ponto de vista, a cidade até ganhou, porque ele foi embora. O cachorro dele é bem alimentado, mas para o pobre tem que ser ração”, disse, referindo-se ao programa do tucano que previa incluir a “farinata”, que ficou conhecida como “ração humana”, na merenda escolar da rede municipal. A enxurrada de críticas levou o prefeito a desistir do projeto, posteriormente.

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