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A China alertou o Canadá para consequências se não libertar executiva de empresa do país asiático

Meng Wanzhou foi detida no país a pedido dos EUA, sob acusações por fraude para violar sanções ao Irã. (Foto: Reprodução)

O Ministério das Relações Exteriores da China pediu ao Canadá nesse sábado (8) que libere imediatamente a diretora financeira da Huawei Technologies, alertando que, caso contrário, enfrentaria consequências.

Em um comunicado, o órgão frisou que o vice-ministro das Relações Exteriores, Le Yucheng, emitiu a advertência ao embaixador do Canadá em Pequim, convocando-o a apresentar “um forte protesto”.

Meng Wanzhou, diretora financeira global da Huawei, foi presa no Canadá em 1º de dezembro e enfrenta extradição para os Estados Unidos, que alega ter descoberto que ela acobertava as ligações de sua empresa com uma companhia que tentou vender equipamentos para o Irã, apesar das sanções. A executiva também é a filha do fundador da Huawei.

Entre 2009 a 2014, a Huawei teria usado a empresa Skycom para realizar negócios no Irã, apesar das proibições dos EUA e da União Europeia.

Se for extraditada, Meng enfrentará acusações de conspiração para fraudar múltiplas instituições financeiras, segundo a corte, com uma sentença máxima de 30 anos para cada acusação.

O advogado do governo canadense sugeriu que Meng evitou ir aos Estados Unidos desde que soube da investigação sobre o assunto e que não tem vínculos com o Canadá. Ele alegou que devido ao seu acesso a dinheiro e contatos existe alto risco de fuga.

O que China e Huawei dizem

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, disse na sexta-feira (7) que nem o Canadá nem os EUA forneceram à China evidências de que Meng violou qualquer lei nesses dois países, e reiterou a exigência de Pequim de que ela seja libertada.

A Huawei disse na quarta-feira que “a empresa recebeu poucas informações sobre as acusações e não tem conhecimento de qualquer irregularidade da Sra. Meng”.

Guerra comercial entre EUA e China

A notícia da prisão de Meng Estados Unidos contra a Huawei gerou temor de que a medida possa agravar uma guerra comercial entre os EUA e a China, após uma trégua ter sido acordada entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.

No último encontro do G20, em Buenos Aires, Trump e Xi Jinping negociaram um acordo temporário que adiou um aumento de tarifas planejado para 1º de janeiro, enquanto as duas partes negociam um pacto comercial.

Este foi o primeiro encontro entre os dois presidentes desde que os EUA elevaram tarifas sobre mais de US$ 200 bilhões de importações chinesas em julho. A China, por sua vez, respondeu também com mais taxação contra produtos vindos dos EUA que somam mais de US$ 100 bilhões.

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