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Cineasta acusado de pedofilia entra com processo para voltar à Academia Cinematográfica de Hollywood

Polanski (foto) foi expulso da instituição organizadora do Oscar em 2018, ao lado de Bill Cosby. Ambos foram julgados culpados por estupro. (Foto: Reprodução)

O diretor Roman Polanski entrou com um processo em Los Angeles para obrigar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e aceitá-lo novamente como membro, segundo o site da revista The Hollywood Reporter. Ele foi expulso pela instituição organizadora do Oscar em 2018, ao lado do ator Bill Cosby, como parte de ações tomadas após o escândalo de abusos sexuais protagonizado por Harvey Weinstein. Ambos já foram julgados culpados por estupro nos Estados Unidos.

O cineasta ganhador do Oscar por “O Pianista” (2002) deixou o país depois de ser condenado pelo estupro de uma garota nos anos 1970. No processo, seu advogado afirma que a Academia não ouviu o diretor sobre o assunto, o que seria uma violação de suas regras.

O caso

Em 10 de março de 1977, Polanski, na época com 43 anos, se envolveu em um escândalo sexual envolvendo uma menina de 13 anos, Samantha Jane Gailey (atualmente Samantha Geimer). O tribunal acusou Polanski de estupro com uso de drogas, perversão, sodomia, atos libidinosos com uma jovem com menos de 14 anos, e por fornecer drogas controladas a uma menor de idade, e o condenou somente por abusar sexualmente de uma pessoa com menos de 18 anos, por meio de um acordo de delação premiada.

De acordo com o testemunho de Geimer, Polanski havia pedido à sua mãe (uma modelo e atriz televisiva) se ele poderia fotografar a menina como parte de seu trabalho para a edição francesa da revista Vogue. Ela autorizou uma sessão de fotos privada. Geimer disse que se sentiu desconfortável durante a primeira sessão, em que posou de topless a pedido de Polanski, e inicialmente não quis fazer uma segunda, mas mesmo assim acabou aceitando. Isso aconteceu em 10 de março de 1977, na casa do ator Jack Nicholson, em Los Angeles.

Na ocasião em que o crime foi cometido, o ator estava viajando no Colorado, e sua então namorada Anjelica Huston estava lá, mas saiu e mais tarde retornou. Geimer em um artigo posterior disse que Huston ficou desconfiada sobre o que estava acontecendo atrás da porta fechada do quarto e começou a bater, mas Polanski insistiu que eles estavam terminando a sessão de fotos. “Nos fizemos as fotos comigo bebendo champanhe,” disse Geimer.

“No final ficou um pouco assustador e eu me dei conta de que ele tinha outras intenções e soube que não estava onde deveria estar. Eu não sabia como sair dali”. Em uma entrevista dada em 2003, ela disse que começou a se sentir desconfortável depois que ele mandou ela se deitar na cama e descreveu como tentou resistir. “Eu disse não, não. Eu não quero ir ali. Não, eu não quero fazer isso. Não!’ e então eu não soube mais o que fazer” ela disse, acrescentando: “Estávamos sozinhos e eu não sabia o que mais poderia acontecer se eu fizesse uma cena. Então eu estava assustada, e depois de resistir por um tempo, eu pensei que ao menos eu conseguiria chegar em casa depois disso”.

Geimer contou que Polanski a forneceu champanhe, que eles dividiram, junto com metaqualona e apesar dos seus protestos, ele a abusou via oral, vaginal e anal, todas as vezes após ouvir “não” e ela pedir que ele parasse. Polanski afirmou que tudo havia sido consensual. De acordo com as leis da Califórnia qualquer ato libidinoso com alguém menor de 14 anos é estupro.

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