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Ciro Gomes promete espaço ao DEM, PP, PRB, SD, caso esses partidos o apoiem

Ciro Gomes quer firmar acordo imediatamente com o PSB para fortalecer sua candidatura. (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, prometeu em jantar com DEM, PP, PRB e SD que, caso esses partidos o apoiem, terão papel relevante na construção do programa partidário, na tomada de decisões durante a campanha eleitoral e nos rumos do governo, afirmam quatro fontes que participaram da reunião.

Foi colocado claramente: se o Ciro fizer acordo com esses partidos, ele não decidirá mais sozinho, a decisão passa a ser de conjunto. Ele vai criar um programa de governo adequado às forças partidárias que estiverem juntas na aliança”, disse uma fonte. Segundo os presidentes do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), e do PRB, Marcos Pereira, o pedetista disse que o programa ainda não está pronto e prometeu incorporar parte das propostas desse grupo ao documento, mas não se chegou a discutir quais pontos entrariam.

O discurso procurou desfazer a “fofoca”, nas palavras de um aliado de Ciro, de quando ele disse que gostaria do apoio de DEM e PP, mas que primeiro fecharia aliança com PSB e PCdoB para garantir a “hegemonia moral e intelectual” da coligação.

Paulinho, que foi vice de Ciro em 2002, levantou essa questão, dizendo que o presidenciável precisava controlar o temperamento, e ele respondeu que foi ministro da Fazenda e governador duas vezes ainda muito jovem, com menos de 40 anos, e se acostumou a falar de modo “assertivo”, mas que agora está mais experiente, tem 60 anos e uma neta, o que faz a pessoa se tornar mais comedida nas palavras.

Os líderes partidários preferiram falar mais das convergências do que das divergências na reunião. A reforma da Previdência seria um dos ponto em comum. Ciro defendeu na reunião que é preciso unificar os regimes dos servidores públicos e o da iniciativa privada e cortar privilégios de corporações. “Todo mundo defende isso”, disse Paulinho.

Sobre a reforma trabalhista, os relatos são contraditórios. Enquanto alguns dos presentes disseram ao Valor que o assunto não foi tratado, outros afirmaram que há a compreensão de todos de que é preciso correções na lei em vigor desde novembro.

O Teto de Gastos, aprovado no governo Temer e que Ciro promete revogar, é um dos pontos de divergência. Mas o pré-candidato explicou que, na sua visão, a limitação é errada porque contava com a reforma da Previdência, que não ocorreu. Sem isso, o teto comprime as despesas com educação e saúde e é danoso ao país.

O tom conciliador e de responsabilidade fiscal aumentou as simpatias no grupo à aliança, que está, contudo, longe de uma definição. A conversa foi apenas o primeiro encontro entre os dois grupos. Ciro afirmou que esses partidos têm précandidatos e que “não tem interesse de tirar ninguém”, mas que sabe que precisa construir governabilidade se eleito e que gostaria de contar com esses partidos, se não na eleição, durante seu governo.

Quem participou do jantar garante que não se tratou ainda da “política real”: esse grupo de siglas quer o comando do Congresso em 2019, espaço no governo e apoios regionais a seus candidatos. Esses assuntos, porém, teriam ficado de fora da reunião. “Na política há certas formalidades. No primeiro encontro você não pode passar de um beijo”, brinca um dos presentes.

O encontro, na casa de um empresário amigo de Maia, durou até por volta da 1h e só acabou porque Ciro teria um voo cedo. Participaram os presidentes de DEM, PP, PRB, PDT e SD, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ) – que é pré-candidato pelo DEM à Presidência – e o deputado federal Mário Heringer (PDT-MG).

Maia e os aliados do centrão deixaram claro para Ciro que, se coligarem com ele, não admitirão que o PT assuma papel de protagonismo caso apoie o pedetista só no segundo turno. “Ciro deixou claro que vai governar prioritariamente com quem estiver construindo o projeto desde o início”, disse uma fonte.

O PSC, que também tem integrado o grupo, não participou do jantar. O PRB foi, mas cobra reunião com seu pré-candidato, o empresário Flávio Rocha, na próxima semana. “Foi uma ótima conversa, mas não sei se há espaço para avançar”, disse Marcos Pereira. “Temos 30 dias para decidir”, afirmou Paulinho.

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