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O senador Fernando Collor alegou falta de unidade e desistiu da sua candidatura ao governo de Alagoas

Senador Fernando Collor de Mello fez pronunciamento pelo Instagram. (Foto: Reprodução Instagram)

O senador Fernando Collor de Mello (PTC) desistiu da corrida ao governo de Alagoas. O ex-presidente do Brasil alegou falta de unidade ao grupo político que indicou a candidatura dele. Ele destacou que teria aceitado o pedido para sua candidatura após “perceber coesão da aliança”. Contudo, de acordo com ele, na “falta de reciprocidade, sua candidatura perde o significado de existência”.

Na mais recente pesquisa do Ibope, datada de agosto, ele aparecia com 22%, atrás do atual governador, Renan Filho (MDB), que tinha 46%.

Em vídeo publicado no Instagram, Collor de Mello disse que foi procurado por um grupo de oposição a Renan Filho para ser candidato e que aceitou o pedido percebendo a coesão da aliança. “Todos sabem do meu destemor, cumpro minha palavra, mas peço reciprocidade. Na ausência dela, perde sentido a missão a mim atribuída. Sem unidade, perde a candidatura o seu significado de existência. Deixo portanto a condição de candidato ao governo, ficando meu muito obrigado aos colaboradores e correligionários “, afirmou o senador.

A aliança de Collor é composta do PSDB do vice Kelmann Vieira e dos partidos PP, PSB, PSC, PROS, PRB e DEM. O grupo ainda não indicou o substituto do ex-presidente na chapa.

O acerto de Collor com o PSDB foi lembrado durante entrevista do presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, ao Jornal Nacional, em 29 de agosto. A âncora do telejornal da Globo, Renata Vasconcellos, afirmou que o partido do ex-presidente apoiava o ex-governador paulista. Alckmin rebateu.

“O PTC não me apoia. Ele apoia outro candidato. Não está na minha coligação”, respondeu o tucano na ocasião. No plano nacional, o PTC apoia o candidato Alvaro Dias (Podemos).

Segundo a assessoria de Fernando Collor, por ora não há a informação se um nome irá substituir o candidato na disputa. A chapa não o é obrigada a oficializar necessariamente o vice como o novo candidato.

Antes de anunciar disputa pelo governo, Collor chegou a se anunciar candidato à Presidência da República, mas acabou tendo a candidatura barrada pela direção nacional do PTC, que desistiu de lançar candidatura própria.

Em comunicado oficial em junho, a legenda justificou que, por “sobrevivência”, focaria na campanha de deputados estaduais, federais e senadores. Segundo a nota, que foi assinada por Daniel Tourinho, presidente do PTC, havia uma preocupação do partido de superar a cláusula de barreira nessas eleições para receber os recursos do fundo partidário e ter tempo de rádio e TV.

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