Últimas Notícias > Notícias > A “Primavera dos Museus” agita a programação cultural de Porto Alegre nesta semana

Colombianos vão às urnas para escolher o seu novo presidente

O atual presidente votou na manhã de domingo. (Foto: Governo da Colômbia)

Os quase 37 milhões de eleitores colombianos escolhem neste domingo (17) o sucessor do presidente Juan Manuel Santos. Dois candidatos estão na disputa e representam os extremos: o ex-senador Ivan Duque, de direita, e o esquerdista Ivan Petro, ex-guerrilheiro do M-19. O eleito terá mandato de quatro anos.

O resultado pode definir o futuro do acordo de paz, assinado em 2016, firmado entre o governo e as Farc (Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia) – a maior guerrilha do país. Há ainda o desafio de reincorporar os ex-rebeldes das Farc na economia.

Eleito, o novo presidente terá de definir medidas relacionadas à absorção dos imigrantes venezuelanos, que cruzam a fronteira todos os dias, em busca de emprego e qualidade de vida.

Os eleitores também querem ações que combatam a corrupção, o aumento das taxas de desemprego e de insegurança. Os colombianos enfrentam o avanço do tráfico de drogas no país.

Estilos

Duque, que tem apoio dos ex-presidentes Álvaro Uribe e Andrés Pastrana, venceu o primeiro turno e lidera as pesquisas de opinião. Ele quer rever o acordo de paz com as Farc, por considerar que muitos dos responsáveis por crimes de guerra serão perdoados.

“Não quero destruir os acordos de paz, nem rasgá-los em pedacinhos”, disse Duque, durante a campanha. “O que quero é fazer algumas modificações, algumas correções, para assegurar uma paz com justiça, que puna os responsáveis por crimes”, destacou.

Pedro, porém, quer implementar o documento do jeito que está. “Não brincamos com fogo para assegurar uma era de paz para a Colômbia”, disse. Ele é considerado por muitos o exemplo de um acordo que deu certo: o ex-prefeito da capital, Bogotá, pertenceu à guerrilha M-19, que se dissolveu em 1990 e formou um partido político.

Propostas

Duque e Petro também têm propostas econômicas diferentes. Desconhecido da maioria do eleitorado, Duque passou anos trabalhando no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Washington (EUA), até ser eleito senador em 2014. Ele tem o apoio do empresariado e propõe reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados.

Para Petro, a economia colombiana é demasiadamente dependente do petróleo, que os latifúndios improdutivos deveriam pagar mais impostos e que o país deveria investir mais em programas para reduzir a desigualdade social.

Presidente atual

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, votou pela manhã em Bogotá e afirmou que essas eleições são “históricas por serem as primeiras em muitas décadas em que se vota com segurança, com transparência e com paz”.

Prova disso, acrescentou, é que os dois finalistas, o direitista Iván Duque e o esquerdista Gustavo Petro, “sempre foram meus opositores, mas nunca tiveram um enfrentamento sério comigo ou com meu governo”. “Meu governo sempre respeitou a oposição e lhes demos a ambos as garantias de que necessitavam para que fizessem sua campanha com liberdade e segurança.”

Pediu que o entusiasmo dos jogos do Mundial não impedissem de que as pessoas saíssem a votar – na Colômbia o voto não é obrigatório. “Há tempo de sobra para fazer as duas coisas.”

Afirmou também que “algo muito importante aconteceu entre o primeiro e o segundo turno da eleição, é que nasceu minha neta, a quem dedicarei toda a minha atenção, o meu amor e o meu tempo a partir de agora.”

Deixe seu comentário: