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Com a alta do dólar o BC poderá intervir no câmbio, diz Diretor de Política Monetária

(Foto: Agência Brasil)

O dólar chegou a R$ 3,98 nesta quinta-feira (25) o que fez com que o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra, dissesse que a autarquia pode intervir no mercado de câmbio.

“É importante registrar que não temos qualquer preconceito em relação à utilização de qualquer instrumento, quando e se as condições para tal estiverem presentes. Entender o ambiente econômico em que estamos inseridos e, quando necessária, buscar a forma mais eficiente de intervenção, é dever do Banco Central”, afirmou em evento organizado pela Associação Brasileira de Câmbio (Abracam), em São Paulo.

“Sem prejuízo do regime de câmbio flutuante, o BC atua no mercado local de câmbio caso identifique alguma anomalia em seu regular funcionamento”, acrescentou.

O Diretor , Bruno Serra, ainda lembrou os instrumentos que o Banco Central tem à disposição como swaps cambiais, instrumento que oferta hedge (proteção) cambial sem impactar a liquidez (recursos disponíveis) do sistema bancário; a oferta de linhas em dólar,  e os leilões de spot (mercado à vista).

“Esse instrumento leilão de spot vem sendo pouco usado no Brasil em função do desenvolvimento do nosso mercado de câmbio, especialmente de derivativos com liquidação em contraparte central”, destacou. Ainda ressaltou que o “colchão de reservas (internacionais) e as características dos instrumentos que temos disponíveis, em especial a oferta de linhas, nos dão bastante espaço para atuar neste mercado, de forma a atenuar os efeitos da maior escassez de liquidez em dólares no mercado local”.

“Esse ativo tem sido usado para suavizar os impactos de eventual deterioração na liquidez internacional sobre a economia brasileira, e também serve como força contracíclica em momentos de estresse econômico mais agudo, como nas crises de 2008 e 2015”, destacou, com relação ao swaps cambiais.

Para Serra o benefício desse seguro não pode servir apenas financeiramente para os investidores.

“Dificilmente os investidores nos dariam tanto tempo para endereçar nosso problema fiscal se não tivéssemos esta posição liquidamente credora em dólares no balanço do setor público”, ressaltou.

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