Últimas Notícias > Capa – Coluna Direita > A maioria dos Estados, incluindo o RS, registra queda no número de pessoas mortas pela polícia

A polícia realiza a reconstituição da morte do marido da deputada federal Flordelis

Ao todo, 14 pessoas participaram da reprodução simulada do crime ocorrido em Pendotiba. Na foto, Flordelis e Anderson do Carmo. (Foto: Reprodução de internet)

Começou na noite deste sábado (21) a reconstituição da morte do pastor Anderson do Carmo, ocorrida em 16 de junho em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Logo no início, por volta das 22h, houve uma discussão entre policiais e os filhos de Flordelis, suspeitos de envolvimento no crime. O clima ficou tenso e um deles, Lucas, decidiu não participar da reconstituição, mas as conversas entre advogados e agentes continuaram.

Ao todo, 14 pessoas participaram da reconstituição. A maioria delas estava na casa no momento em que o pastor foi morto a tiros, como a deputada federal Floderlis (PSD) e dois filhos do casal – que estão presos e que serão julgados pela participação no crime, são eles: Flávio Rodrigues – apontado pela polícia como o autor dos disparos; Lucas de Souza – suspeito de conseguir a arma do crime.

Flávio é filho biológico de Flordelis. Lucas foi adotado. Eles viraram réus pela participação no crime e terão que aguardar o julgamento em regime fechado. Flávio e Lucas são obrigados a estar presentes, mas podem se recusar a participar da reprodução simulada, já que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

Na reprodução simulada de sábado, a polícia quis esclarecer contradições de depoimentos e saber se havia uma segunda pessoa ao lado de Flávio na hora dos tiros. Para os investigadores, é importante descobrir o mandante desse crime e por qual motivo o pastor foi assassinado. A principal linha de investigação é disputa por poder e dinheiro.

Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), com pena prevista de 12 a 30 anos. O crime completou três meses no último dia 16.

Polícia apreende peças-chave

No último dia 17, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços ligados à deputada no Rio de Janeiro e no apartamento funcional em Brasília.

Entre documentos e equipamentos recolhidos, os investigadores destacam o celular de Lorrayne, uma das netas de Flordelis, e um computador que pertencia ao pastor. A perícia vai verificar se o laptop foi pareado com o telefone e conter mais informações – além de e-mails e registros de bate-papos.

As perguntas que a polícia quer responder na reconstituição da morte do marido de Flordelis:

1. Quantas pessoas atiraram na vítima?

Flávio confessou, em depoimento à DH, que atirou seis vezes no pastor, que era seu padrasto. Laudo do Instituto Médico Legal, no entanto, atestou que Anderson tinha mais de 30 perfurações pelo corpo. A polícia quer saber se outras pessoas atiraram na vítima.

2 – Havia outras pessoas na cena do crime?

Em depoimento, Daniel dos Santos de Souza, filho de Flordelis e Anderson, afirmou ter visto o vulto de três pessoas na garagem da casa, local onde o pastor foi morto. A DH ainda tem dúvidas se havia outras pessoas na cena do crime.

3 – Quantas armas foram usadas no assassinato?

A DH já sabe que a pistola apreendida em um armário no quarto de Flávio foi usada no crime. Laudo de confronto balístico confirmou essa informação. Os policiais querem saber se outra arma foi utilizada.

4 – Houve omissão no socorro ao pastor?

Ramon, um dos netos de Flordelis, se negou a prestar os procedimentos de primeiros socorros após o pastor ter sido baleado. Em depoimento, ele disse que Anderson já estava morto. No entanto, o relato de uma das filhas da deputada, Gabriela, contradiz Ramon. Ela diz que logo depois de o pastor ter sido atingido pelos disparos, verificou antes da ligação feita ao Corpo de Bombeiros, que a vítima ainda estava viva.