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Com quase 900 casos de dengue contraídos no Estado desde janeiro, o governo gaúcho reforçou o combate ao mosquito transmissor

O Aedes aegypti circula em 361 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul. (Foto: Reprodução)

Após um ano sem registro de casos de dengue contraídos dentro do Estado, os quase sete meses já transcorridos em 2019 no Rio Grande do Sul já apresentam 868 registros desse tipo. O fato motivou as autoridades a reforçar as medidas de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti.

O inseto transmissor da doença e que tem circulação identificada em 361 dos 497 municípios gaúchos, o que representa 72,6% do total. A orientação do Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) é de que as administrações locais intensifiquem as ações de rotina, incluindo visitas de casa em casa e mutirões de limpeza.

“As ações de controle precisam ser planejadas para serem executadas de forma permanente, durante todo o ano, inclusive no inverno, quando os casos tendem a diminuir em virtude da queda nas temperaturas”, ressalta o órgão.

A utilização desses métodos permite uso racional de inseticidas e deve ser priorizada como medida para o controle do Aedes aegypti. O Ministério da Saúde identificou no ano passado problemas com o Malathion EW 44%, utilizado para aplicação com equipamento individual ou em camionetes.

Com isso, lotes foram recolhidos e não há estoque disponível para reposição. Atualmente, não existe produto químico registrado na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) capaz de substituir o Malathion.

A coordenadora do programa estadual de vigilância do Aedes aegypti, Carmen Gomes, explica que o inseticida só é utilizado em situações específicas, quando ocorre identificação de caso suspeito em um município:

“Esse produto é aplicado num raio ao redor da residência da pessoa com suspeita de dengue, zika ou chikungunya. Hoje, como não temos esse inseticida disponível, nossa orientação aos municípios é que sejam utilizadas as outras ferramentas de procura por larvas do inseto”.

Atenção redobrada

Os depósitos preferenciais para os ovos do Aedes aegypti são recipientes domiciliares com água parada ou até na parede destes, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d’água ou outros reservatórios mal tampados, entre outros. Cuidados para evitar o acúmulo de água onde o mosquito pode se reproduzir:

– Tampar caixas d’água, tonéis e latões;

– Manter limpos bebedouros de animais;

– Guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo;

– Guardar pneus sob abrigos;

– Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;

– Não acumular água nos vasos de plantas;

– Manter a piscina tratada durante todo o ano;

– Colocar embalagens de vidro, lata e plástico em lixeiras fechadas.

(Marcello Campos)