Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Senadores propuseram 78 emendas para tentar mudar o texto da reforma da Previdência antes da votação em 1º turno

Combate à inércia

Em 1996, Antônio Kandir foi autor da lei que isenta do ICMS produtos exportados. Precisa ser ouvido na Câmara dos Deputados para impedir a continuidade do calote. (Foto: Flavio Ueta/ACIJS/Divulgação)

Um dos motivos que levou o povo às ruas, ontem, foi o protesto contra incapacidade de lideranças políticas que não assumem, há anos, o risco de discutir e votar projetos controversos, a começar pelas reformas. Como consequência, sucessivos governos ficam impedidos de executar suas políticas.

Distantes

Quando se acompanha os temas e as pautas de votações no Senado e na Câmara dos Deputados, fica tudo explicado. Os parlamentares preferem discutir o óbvio. Além de discursar em sessões de homenagens com a entrega de diplomas e medalhas. Nada mais do que pequenos agrados eleitoreiros. A população espera muito mais.

Aprendendo a conviver

O saldo positivo de ontem foi que a violência das redes sociais, onde todos se sentem poderosos, não chegou às manifestações em favor do presidente Jair Bolsonaro. A oposição, que tinha promovido passeatas na quarta-feira contra o corte de verbas na Educação, manteve-se em silêncio, apostando no autodesgaste do governo.

Aberto a perguntas

O governo reúne deputados, às 17h de hoje, para a sessão tira-dúvidas sobre os projetos de privatização da CEEE, da Sulgás e da Companhia Riograndense de Mineração. Espera obter o carimbo para remessa à Assembleia amanhã. O governo ainda não abriu o jogo sobre o destino do que vier a ser arrecadado com as vendas. Os credores esperam que a entrada do dinheiro em caixa ajude a pagar o que o Estado deve. O passo seguinte será encontrar outras empresas para liquidação.

Indicações passarão

Com voto contrário do deputado estadual Pedro Pereira, do PSDB, e de mais alguns da oposição, as indicações do presidente e dos diretores do Banrisul serão aprovadas na reunião plenária da Assembleia, amanhã. É necessária maioria simples na sessão, a partir da presença de 28 deputados.

Vai aceitar?

Há expectativa sobre o que fará a direção dos tucanos diante da rebeldia de Pereira. A executiva do partido examina o estatuto para decidir o rumo que vai tomar.

Sem obstáculos

Se o Executivo estadual tivesse preocupação sobre a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, chamaria líderes das bancadas aliadas para conversar. Como sabe que terá maioria no placar eletrônico do plenário, nem seu deu ao trabalho de consultar.

Boa escolha

Muitos alunos de Faculdades de Direito, alertados pelo noticiário das últimas semanas, passaram a se interessar sobre o impasse do Cais Mauá. Poderá surgir como tema de vários trabalhos de conclusão do curso. Querem entender como foi possível o vencedor de uma licitação arrastar por nove anos o processo, sem nada fazer. As fontes são acessíveis: Procuradoria Geral do Estado, Secretaria dos Transportes, Tribunal de Contas e a empresa vencedora do edital.

Não pode mais esperar

É inexplicável que o ex-deputado federal Antônio Kandir, autor do projeto que isenta do ICMS os produtos exportados e se transformou em lei com seu nome, não seja convidado para falar na Câmara. Há mais de 20 anos, é tema constante de debates em função dos prejuízos que os Estados sofrem com o não ressarcimento do imposto pela União. Precisa ser ouvido num assunto tão decisivo.

Proeza do capitalismo

Para deixar a esquerda desnorteada: até o final da década de 1980, a China era um país dominado pela pobreza. Até 2022, desbancará os Estados Unidos que ocupa a posição mais pujante no ranking da Economia.

Deve haver motivo

Leitor atento insiste em saber: por que da constante realização de encontros, seminários, cursos e congressos políticos em Gramado, Sauípe, Balneário Camboriú, Salvador, Campos de Jordão, enquanto as hospitaleiras cidades de Coronel Bicaco, Saboeiro, Quixadá, Timbó e Almenara nunca são lembradas ou relacionadas?

O que falta

É preciso voltar a circular por Brasília um carro de som com a gravação: “Chega de patuscadas. Vossas Excelências estão governando um dos países mais ricos do mundo.”

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