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Como os pais podem influenciar os filhos a gastar melhor e a economizar

Especialista diz que é importante criar uma cultura de planejamento do dinheiro desde cedo. (Foto: Freepik)

Qual a hora certa de começar a falar de dinheiro com os filhos? Existe um jeito para ensinar crianças e adolescentes a gastar racionalmente e a economizar? Pais organizados com suas finanças podem virar inspiração em casa?

Especialistas em educação financeira afirmam que não adianta os pais ficarem só no discurso, eles também devem dar o exemplo nas atitudes. O jeito como o adulto lida com suas finanças, como ele evita desperdícios e exageros e como economiza serve de espelho para os filhos.

Engana-se quem pensa que uma conversa resolve. Cássia D’Aquino, especialista em educação financeira e autora de livros sobre o tema, diz que educação financeira é como o restante da educação: precisa ser construída dia a dia. “É por volta dos 2 anos e meio que aparece o primeiro pedido de compra. Ali, a criança entende que existe dinheiro, que aquilo compra coisas coloridas, divertidas e gostosas. Aí começa tudo”, observa.

Claro que os pais devem sempre respeitar os limites de cada idade, explicando as coisas com delicadeza. Mas não atender a todos os desejos de consumo da criança já é uma lição de educação financeira.

Apresentação do mercado

Ainda na infância, questões mais teóricas podem começar a aparecer. Cássia considera interessante a criança ser apresentada ao banco por volta dos 10 anos de idade. Tudo, claro, com muito jeito. Mas é importante ela saber o funcionamento daquilo, que o dinheiro pode ser guardado ali, que a poupança é similar a juntar no cofrinho, só que com rendimentos. “Os pais devem mostrar que existe um gerente, que é uma pessoa como qualquer outra. Que é um funcionário, mas não é Deus, e nem tudo o que ele falar precisa ser seguido”, observa.

Depois, por volta dos 14 anos, o adolescente pode ser apresentado a outros produtos financeiros, como títulos de renda fixa e, mais tarde, à renda variável, como ações. É importante mostrar as vantagens e os riscos de cada investimento, para que o filho possa aprender e depois tomar suas próprias decisões. Mas os pais não devem impor seus pontos de vista.

Planejamento desde cedo

Para adolescentes e jovens que recebem algum tipo de mesada, o planejamento financeiro pode começar desde cedo. Quer comprar aquele último celular? Quer fazer uma viagem? “Acho interessante fazer um plano, estipular o valor e saber qual será o esforço para pagar por aquele desejo. Isso cria uma cultura de planejamento cedo. Fora do Brasil isso é comum, aqui ainda nem tanto”, diz Sandra Blanco, consultora da Órama, uma plataforma de investimentos 100% online, com foco também na educação financeira dos seus clientes.

Apesar de não ser tão comum, há casos de filhos que aprendem educação financeira fora do âmbito familiar e, aí, transmitem conhecimentos para toda a família. Os pais se sentem provocados a mudar seus hábitos de consumo ao ver um filho responsável com as finanças. (Órama)

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