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Compare as propostas de Bolsonaro e Fernando Haddad para os temas mais procurados no Google durante as eleições

Controle de armas é um dos vários pontos de divergência entre cada presidenciável. (Foto: Reprodução)

Saúde, educação, emprego e segurança estão entre os temas mais pesquisados no site de buscas Google durante as eleições deste ano. Os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm apresentado propostas (em maior ou menor grau de detalhamento) para essas áreas, caso sejam eleitos. Conheça, a seguir, os planos de governo de cada um.

Saúde

Bolsonaro divulgou cinco propostas principais para a área da saúde. Uma delas é o Prontuário Eletrônico Nacional Interligado, com informatização de postos, ambulatórios e hospitais para que todos os dados de pacientes sejam registrados de forma eletrônica.

Além disso, propõe manter o atual limite de gastos na saúde, e argumenta que mais ações poderiam ser feitas com o mesmo montante de verbas. Além disso, o candidato do PSL propõe criar um credenciamento universal de profissionais de saúde, para que toda a força de trabalho da saúde, como médicos e enfermeiras, possa ser utilizada pelo SUS.

Já o plano de Haddad reitera o compromisso com o SUS, com programas como Mais Médicos e Farmácia Popular e defende políticas regulatórias para o tabaco, sal, gorduras, açúcares e agrotóxicos, e o incentivo à atividade física e alimentação adequada. Sugere, ainda, a implantação de programas de valorização do parto normal.

Além disso, propõe a criação de uma rede de clínicas de especialidades médicas, a organização de mutirões para realização de exames e cirurgias, e a universalização do prontuário eletrônico.

Educação

Para a área de Educação, Bolsonaro indica cinco principais propostas, entre elas a proibição da “ideologia de gênero” nas escolas, impondo o projeto Escola Sem Partido “sem doutrinação e sexualização precoce”. O candidato propõe ainda a diminuição no percentual de vagas para cotas raciais, mantendo as cotas sociais.

Haddad, por sua vez, promete tratar a educação como uma prioridade estratégica a partir de cinco diretrizes: forte atuação na formação de professores, reformulação do ensino médio e na expansão da educação integral, concretização das metas do Plano Nacional de Educação, institucionalização do Sistema Nacional de Educação, investimento de 10% do PIB na educação e fortalecimento da gestão democrática.

As propostas também incluem a revogação da reforma do ensino médio; reformulação curricular; o direcionamento de 70% dos recursos destinados à gratuidade, provenientes das Contribuições Sociais arrecadadas pela União para manutenção do Sesi, Senai, Sesc, Senac e Senar, para a ampliação da oferta de ensino médio; ampliação e interiorização dos campi de institutos federais.

Segurança

Os temas segurança e criminalidade estão entre os mais abordados pelo candidato a presidente do PSL. Nas propostas, Bolsonaro propõe reformular o Estatuto do Desarmamento para “garantir o direito do cidadão à legítima defesa”, além de promover a redução da maioridade penal para 16 anos.

Garantir o “excludente de ilicitude” aos policiais, ou seja, impedir que sejam punidos caso matem alguém durante uma operação também está entre as sugestões caso seja eleito. No plano, o candidato cita que “policiais precisam ter certeza que, no exercício de sua atividade profissional, serão protegidos por uma retaguarda jurídica”.

Já o programa de Haddad diz que a atuação do Estado na segurança pública tem sido falha e deve ser aprimorada com mais articulação de programas e ações integradas entre União, Estados e municípios.

O texto também defende uma política rigorosa de controle de armas e o aumento significativo do esclarecimento da autoria de homicídios e latrocínios, sem dar detalhes de como alcançar essas propostas.

Emprego

A principal proposta de Bolsonaro para a área de emprego é a criação de uma nova carteira de trabalho, verde e amarela, de caráter voluntário. Com esse documento, o trabalhador que entra no mercado de trabalho escolhe dar preferência ao contrato individual com seu empregador, que prevalece sobre as regras da CLT, que tiveram uma reforma no governo Temer.

Enquanto isso, Haddad propõe o plano “Meu Emprego Novo”, com retomada de 2,8 mil obras paradas, retomada do Minha Casa Minha Vida, reforço nos investimentos do Bolsa Família, instituição de linha de crédito com juros e prazos acessíveis para atender pessoas endividadas.

O plano propõe, ainda, a criação do programa “Salário-Mínimo Forte”, com reajuste definido pela fórmula que assegura a variação da inflação do ano anterior, acrescida da variação do PIB de dois anos antes, desde que ela seja positiva.

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