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Condenados no caso Bernardo pedem anulação das penas e novo júri; TJ analisará recursos na próxima semana

Leandro Boldrini, pai da criança, foi condenado a 33 anos e 8 meses de reclusão por homicídio doloso quadruplamente qualificado (Foto: Divulgação)

Os réus condenados por envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini em março deste ano, em Três Passos, pedem que o julgamento seja anulado para que um novo júri seja realizado. Bernardo foi morto em abril de 2014, quando tinha 11 anos.

Após o julgamento, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) apresentou as razões para um recurso que pede o aumento da pena dos acusados. Nos próximos dias, ambos os recursos, tanto da defesa quanto dos promotores, deve chegar ao Tribunal de Justiça (TJ) para julgamento.

Bernardo Boldrini foi morto em 4 de abril de 2014 em Três Passos (Foto: Reprodução)

Os acusados

Leandro Boldrini, pai da criança, foi condenado a 33 anos e 8 meses de reclusão por homicídio doloso quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A defesa de Leandro pede que o julgamento seja anulado e que a pena seja reduzida. O argumento é de que a decisão do júri teria contrariado as provas de que Leandro não era o mentor intelectual do delito.

Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, foi condenada a 34 anos e 7 meses de reclusão em regime inicial fechado, por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. A defesa também recorreu contra a condenação dela, mas não publicou justificativa sobre.

Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele que teria auxiliado no crime, foi condenada a 22 anos e 10 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A defesa afirma que a pena dela poderia ser menor se a confissão da réu tivesse sido considerada integralmente. No depoimento, Edelvânia confessou que enterrou o corpo do menino e indicou o local.

Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi condenado a 9 anos e 6 meses em regime semiaberto por homicídio simples e ocultação de cadáver. Posteriormente, a Justiça concedeu a ele liberdade condicional. A defesa pede, agora, que ele seja absolvido ou submetido a novo julgamento.