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Confira seis obras essenciais de Carlos Heitor Cony

Jornalista e escritor estava internado no Rio; causa da morte foi falência múltipla de órgãos. (Foto: Divulgação)

O romancista, escritor, jornalista e colunista do jornal “Folha de S.Paul”, Carlos Heitor Cony morreu na noite de sexta-feira (5) aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano e morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras, da qual era membro desde 2000. Confira seis obras essenciais do romancista:

O Ventre” (1958)

Antes de chegar às livrarias pela Civilização Brasileira, o romance de estreia de Carlos Heitor Cony participou um concurso oficial –na comissão julgadora, estavam Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira– mas não pôde ser premiado por ter sido considerado forte demais para os padrões da época. É o livro mais sartreano do autor.

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“Informação ao Crucificado” (1961)

Escrito em forma de diário, com evidente fonte autobiográfica, narra a trajetória de um jovem que decide entrar para o seminário e ordenar-se padre, mas tem dúvidas sobre a sua vocação. “Deus acabou” é a última linha da narrativa.

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“Pessach: A Travessia” (1967)

Romance que discute a ditadura militar no calor da hora, enquanto ela estava acontecendo no Brasil.

Um escritor que antes evitava tomar qualquer posição política mais radical paradoxalmente acaba por aderir à luta armada. Parte da esquerda brasileira jamais perdoou o autor pela publicação do livro.

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“Pilatos” (1974)

Livro radical, representa uma ruptura na produção do escritor que, depois dele, passaria 21 anos sem publicar um romance. Não tem semelhança com nenhuma outra obra da literatura brasileira ao narrar a deambulação, pelas ruas mais sórdidas do Centro do Ri, de um homem que carrega o próprio pênis dentro de um vidro de compota.

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“Quase Memória” (1995)

Marca o retorno de Cony. Em forma circular, é o registro das reminiscências do narrador a respeito do pai morto que lhe apareceu em um sonho. Relato lírico e sentimental, foi um campeão de vendas a partir do boca a boca dos leitores e conquistou os prêmios Jabuti de melhor romance e de Livro do Ano, pela Câmara Brasileira do Livro.

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“A Casa do Poeta Trágico” (1997)

Como o anterior, foi eleito Livro do Ano e levou o Prêmio Jabuti na categoria ficção. Em uma viagem de cruzeiro pelo Mediterrâneo, um publicitário fica entediado com o que encontra à sua volta e passa a desprezar os passageiros. Até que avista uma moça calada e solitária, 30 anos mais jovem do que ele. Passa, então, a persegui-la.

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