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Brasil Conheça alguns ex-colegas da Operação Lava-Jato que Sérgio Moro deve levar com ele para o Ministério da Justiça

O ex-juiz almoçou em Brasília com ex-colegas da força-tarefa. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Futuro ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), o ex-juiz Sérgio Moro – exonerado nessa segunda-feira – anunciou que levará para o seu gabinete de transição em Brasília integrantes da PF (Polícia Federal) que participaram da Operação Lava-Jato, na qual o magistrado atuou em Curitiba (PR).

Conheça, a seguir, as trajetórias de três deles. O grupo, que conta com duas mulheres, inclui delegados, superintendentes e um aposentado da corporação.

Erika Marena

A delegada da PF Erika Marena trabalhou em investigações que ficaram muito conhecidas, como a do banco Banestado e a Lava-Jato. Ambas começaram no Paraná e tiveram a participação do então juiz federal Sérgio Moro. Foi ela que associou, com ajuda de outro delegado, o doleiro Alberto Yousseff ao esquema de corrupção na Petrobras.

Recentemente, Erika foi criticada pelos rumos da Operação Ouvidos Moucos, que investigou desvios de dinheiro na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). O caso ampliou a sua repercussão nacional sobretudo depois que o então reitor da instituição, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, 59 anos, suicidou-se dentro de um shopping após ser preso temporariamente e alegar inocência, dizendo-se humilhado.

No final, o inquérito não reuniu nenhuma prova contra Cancellier. Após uma investigação interna, na qual foi absolvida, Erika assumiu a Superintendência da PF em Sergipe, cargo que ainda ocupa.

Maurício Valeixo

Cotado para ser o diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Maurício Valeixo exerce atualmente o cargo de superintendente da Polícia do Paraná, cargo que ele já havia ocupado no período entre 2009 e 2011. Valeixo atuou, ainda, como adido em Washington (Estados Unidos) entre 2013 e 2015.

Conhecido de Sérgio Moro há mais de dez anos, ele também foi chefe do setor de Combate ao Crime Organizado da PF durante três anos da gestão de Leandro Daiello. O posto é o terceiro na hierarquia da corporação. Ele deve assumir a função de diretor-geral, o mais alto posto da PF.

Rosalvo Franco

O delegado Rosalvo Franco atuou na Polícia Federal por quase 33 anos e chefiou a superintendência do órgão no Paraná desde o início da Lava-Jato até dezembro do ano passado, quando pediu a sua aposentadoria. Segundo fontes ligadas à força-tarefa, trata-se de um pessoa da confiança de Sérgio Moro, com quem trabalhou muito de perto. Ele foi chefe de Erika Marena, a delegada que deve seguir com ele para o Ministério da Justiça.

Outros nomes

Nessa segunda-feira, o ex-juiz almoçou com Erika e Franco no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) de Brasília, onde está reunida a equipe de transição. Participaram, ainda, Flavia Blanco, secretária da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde atuava Moro e que deve ser a chefe de gabinete do futuro ministro, e o agente da PF Marcos Koren, também do Paraná, que supervisiona a segurança do ex-magistrado nas viagens à capital federal.

Já a Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado), ao que tudo indica, ficará sob o comando do também delegado Igor Romário de Paula, outro nome da Lava-Jato no Paraná.

Entrevista

Em breve conversa com jornalistas após almoçar no CCBB, Moro disse que está cuidando da formação do ministério e do organograma de atividades na transição e que “talvez” o nome a ser indicado para a diretoria-geral da PF saia nesta semana. “No momento certo, os anúncios públicos serão feitos”, disse.

Moro chegou a Brasília por volta das 10h30min e deve ficar na cidade até quinta-feira. Dentre as atividades na capital federal, ele poderá ter um novo encontro com os atuais ministros das pastas que, fundidas, comandará a partir de janeiro: Justiça (Torquato Jardim) e Segurança Pública (Raul Jungmann).


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