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Conheça os bastidores da vida de Neymar desde os tempos do Barcelona

Jornal espanhol mencionou citou a existência de "amigos profissionais" do craque (D). (Foto: Reprodução)

Uma reportagem publicada no principal jornal da Espanha, o “El País”, contou os bastidores da vida do atacante brasileiro Neymar desde os tempos de Barcelona (Espanha). Segundo a publicação, o jogador levou o seu estilo de vida para a França ao ser contratado pelo PSG (Paris Saint-Germain), no ano passado, na mais cara transação da história do futebol.

Na publicação, o jornalista Diego Torres menciona que o atleta de 25 anos nutre o sonho de se tornar o melhor jogador do mundo ao mesmo tempo em que vive ao lado de sua família e amigos como “um adolescente em eternas férias de verão” na Cidade-Luz.

“Neymar é o protagonista de um experimento pioneiro na indústria do futebol. Ele foi o primeiro jogador cuja transferência ultrapassou a marca de 200 milhões de euros, sendo também o carro-chefe da missão de transformar um time do segundo escalão internacional em uma potência na Champions League em um prazo de duas ou três temporadas”, avalia o artigo.

O “El País” destaca, ainda, que Neymar sempre gosta de estar rodeado de amigos em sua casa. Essa aspecto de sua personalidade inclui uma história envolvendo o colega Mascherano em seus tempos de Barcelona, reproduzida pela publicação espanhola.

“Certa vez, Neymar convidou Javier Mascherano para jantar em sua mansão na cidade de Castelldefels, na Grande Barcelona. O argentino foi, convencido de que a ideia era uma conversa em particular, mas quando atravessou a porta descobriu que na sala de seu anfitrião havia uma multidão”, relata o texto. “Era um enorme grupo de amigos, conhecidos e curiosos que, além de praticamente morarem ali. Quem viu a cena conta que Mascherano ficou atônito e advertiu Neymar: ‘Se você continuar fazendo isso todos os dias, sua carreira será curta’.”

Altas somas

O Barcelona também se preocupou com esses costumes, mas, ainda assim, no final de 2016, o clube renovou seu contrato comprometendo-se a pagar 26 milhões de euros (100 milhões de reais) por temporada até que completasse 30 anos. O acordo não sobreviveu ao verão.

Há sete meses, Neymar foi para o Paris Saint-Germain para fazer o mesmo que fazia em Castelldefels, só que com muito mais sofisticação. Não se sabe exatamente que ideia tinham de seu caráter ao contratá-lo o príncipe Jasim Al-Thani e o xeque Nasser Al-Khelaifi, responsáveis pelos investimentos catarianos no futebol.

O fato é que o fizeram convencidos de que o projeto mais ousado do século nesse setor só teria sucesso se ficasse imediatamente nas mãos de Neymar. Para estimulá-lo, fontes próximas afirmam que lhe garantiram ganhos ordinários anuais de mais de 40 milhões de euros (160 milhões de reais) durante cinco temporadas. No nível de Messi.

Não por acaso, amigos do craque dizem que a única coisa que ele não gosta em Paris é o clima (o inverno está sendo extremamente frio e chuvoso). E desafios como duelo contra o Real Madrid nas oitavas-de-final da Champions (cuja partida de ida foi vencida nessa quarta-feira pelos espanhóis por 3 a 1) são encarados pelo atacante brasileiro como se nada o preocupasse – ou como se fingisse esse desdém. A jovialidade é imperativa, como uma regra não escrita e só adquire validade se puder ser exibida em público, de preferência nas redes sociais.

Garoto-propaganda de marcas como Nike, Gillette, Panasonic, Red Bull, Replay Jeans e Gaga Milano, Neymar se agita no epicentro de um terremoto socioeconômico, mas faz de tudo para se mostrar cuidadosamente relaxado. Sabe que é a manifestação displicente de um mundo histérico e, para patentear seu estado de espírito, pratica uma variante do situacionismo.

Ele adora provocar acontecimentos que induzem à transgressão, como convidar seu treinador – o legislador em toda equipe de futebol – a uma festa que ele só terminará dois dias mais tarde, para o qual deverá faltar um treinamento e uma partida que, claro, seus colegas de equipe deverão realizar de qualquer maneira. Unai Emery, o técnico, admitiu que foi ao aniversário para não constranger o mestre: “Fui embora quando cortaram o bolo”.

Controlador vocacional, Emery já tem consciência de que, em Paris, há poucas coisas que pode controlar. O comandante tinha proibido a entrada de pessoas estranhas ao clube nas instalações de Saint-Germain-en-Laye durante certos treinos, até que descobriu que Neymar enchia o recinto de “amigos profissionais”.

Eles vão aonde ele vai. Vivem onde ele vive. Revezam-se segundo o humor do gênio. Dançam quando ele quer dançar, riem quando ele quer rir. São sua companhia favorita. Neymar se reúne pouco com o grupo brasileiro do PSG. Nem mesmo com Daniel Alves, velho cúmplice em Barcelona. Seu universo é cada vez mais intransferível. Só ele pode decidir se treina ou não, e como treina. E só a ele cabe definir quando joga uma partida e quando não.

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