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Considerado favorito para o cargo de primeiro-ministro da Inglaterra, Boris Johnson já insultou os franceses em um documentário

Parlamentar e jornalista de 55 anos é uma das figuras mais controversas da política europeia. (Foto: Reprodução)

Candidato mais cotado para substituir a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, o parlamentar e jornalista Boris Johnson, 55 anos, ofendeu os franceses durante a gravação de um documentário. O fato ocorreu no ano passado, quando ele ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores.

Conforme o jornal “Daily Mail”, Johnson declarou que os franceses se comportavam como uns “merdas” em relação ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o “Brexit”. A fala deveria aparecer em um documentário sobre a diplomacia inglesa, realizado pela rede britânica BBC, mas acabou excluído na edição final, a pedido da própria chancelaria.

O Ministério das Relações Exteriores contornou a situação, temendo a repercussão da história nas relações entre os dois países. Johnson, que renunciou ao cargo em julho de 2018 por sua discordância em relação à estratégia da primeira-ministra sobre o assunto, tenta agora ocupar o lugar de Theresa May em Londres.

Johnson é considerado o favorito ao posto máximo do Legislativo britânico (concorrendo com o ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt). Considerado um político carismático, polêmico e indisciplinado, Johnson é muito popular entre os militantes do Partido Conservador, que elegerão seu novo líder no final de julho. Já os seus detratores criticam a natureza imprevisível. “Ele não está apto a governar”, alerta uma fonte ligada ao alto escalão londrino.

Uma das figuras públicas mais controversas da terra da rainha nos últimos anos, ele divide opiniões até mesmo entre correligionários. Enquanto apoiadores indicam como pontos positivos de sua personalidade o humor entretido e seu apelo popular que vai além da figura tradicional apresentada ao eleitor conservador, figuras de esquerda e direita o acusam de elitismo, fisiologismo, desonestidade, preguiça e até mesmo racismo. Curiosamente, ele não nasceu no Reino Unido, mas em Nova York (EUA).

Programa

O então chefe da diplomacia britânica foi filmado para um documentário cujo título é “Inside the Foreign Office”, já exibido em novembro do ano passado pelo tradicional canal de televisão BBC Two. O Ministério das Relações Exteriores se recusou a comentar as informações do “Daily Mail”.

“O programa foi concebido para refletir a vida no Ministério das Relações Exteriores. A equipe de produção tomou decisões sobre seu conteúdo e está convencida de que o programa atingiu seus objetivos e tem o conteúdo desejado”, declarou uma porta-voz da BBC, respondendo à polêmica na edição.

Brexit

Em uma entrevista de 2017 para outro jornal, o “Daily Telegraph”, Johnson afirmou que o Reino Unido recuperaria o controle de 350 milhões de libras por semana após deixar a União Europeia. No entanto, outros secretários de governo desmentiram a informação e acusaram-no de “utilizar estatísticas oficiais” em favor próprio.

Poucos dias depois, em 19 de setembro, o ex-chanceler Kenneth Clarke disse que Johnson “teria sido demitido se a política britânica estivesse em um período mais concreto”. Imediatamente antes da conferência do partido, observando um segundo discurso de Johnson definindo termos para o Brexit antes mesmo da determinação do gabinete, Ruth Davidson pediu que “pessoas sérias” assumissem seu papel, criticou seu otimismo e definiu que a vida dos britânicos “seria muito parecida com a atual” após o período de transição.

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