CPI-palanque

Os senadores Caiado e Oliveira, da CPMI da JBS/BNDES: de olho nas próximas eleições. (Foto: Agência Senado)

Os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) já cogitam, nos bastidores, prorrogar os prazos da recém-instalada CPMI da JBS-BNDES, na qual ocupam os postos de presidente e vice-presidente, respectivamente. Deputados e senadores que disputarão a reeleição entram na onda. A CPMI tem prazo de encerramento em 12 de fevereiro de 2018. Como a maioria das CPIs, poderá ser prorrogada e adentrar o primeiro semestre de 2018 – às vésperas da campanha de Ataídes para o governo de Tocantins e de Ronaldo Caiado se lançar candidato à Presidência.

Script

Pelo volume de requerimentos e denúncias que se propõe a investigar, a CPMI da JBS-BNDES já é comparada à CPI dos Bingos (2005-2006), chamada de “Fim do Mundo”.

Falta o partido

Nas rodas de líderes do Congresso Nacional é dada como certa a candidatura do procurador da Operação Lava-Jato Deltan Dallagnol ao Senado. A notícia partiu de Curitiba (PR).

No chão

Depois dos piquetes em 19 terminais ontem, funcionários da Infraero ameaçam parar as suas atividades, contra a concessão de mais 14 aeroportos. No dia 26 haverá uma assembleia-geral.

Religião no boletim

No “recorte” por escolaridade e ocupação, a maioria dos entrevistados pelo instituto Paraná Pesquisas é a favor da implantação do ensino das religiões na grade curricular das escolas. Dos que têm ensino fundamental, 63,2% são a favor e 28,9% são contra. Os números são de 63,9% e de 30,1% (ensino médio) e 62% e 32,6% (ensino superior), respectivamente. O levantamento entrevistou (por cadastro online) 2.714 pessoas.

Perfis

Dos entrevistados com ocupação no mercado de trabalho, 64,8% são a favor do ensino das religiões e 29,1% são contra. Dos não-ativos, 60% são a favor e os contra alcançam 32,4% dos ouvidos. A pergunta feita foi: “O(a) senhor(a) é a favor ou contra a implantação do ensino da história das religiões na educação básica?”. O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa ação da PGR (Procuradoria-Geral da República) que propõe o ensino abrangente, sem especificação de credo. O placar está 3 a 2 a favor.

Áudio…

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha disparou mensagem de áudio por WhatsApp para a militância, convocando a turma para uma manifestação hoje, em Curitiba, durante o depoimento do ex-presidente Lula ao juiz federal Sérgio Moro.

…Da convocação

“Eu estarei lá. Lula vai deixar explícita a sua inocência e desmascarar mais uma vez esse processo”, diz Padilha no áudio. Lula pedirá ao PT para evitar protestos.

Palavra empenhada

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) mantém a grita contra a demora do presidente Michel Temer em editar uma medida provisória para alterar pontos da reforma trabalhista: “São 61 dias em que Temer não cumpre a palavra que empenhou perante os membros da sua bancada de apoio aqui do Senado”.

Batalha socialista

O deputado estadual Bira do Pindaré, em um congresso do PSB no Maranhão, pediu a expulsão do senador Roberto Rocha do partido. Ocorre que Rocha acaba de assumir a liderança da legenda no Senado e passou a mandar muito em Brasilia. Os socialistas o acusam de virar as costas para o governador Flávio Dino, que o ajudou a se eleger.

Troca-troca

Rocha está a um passo de se filiar ao PSDB, pelo qual deve se candidatar ao governo, contra Dino. E o atual vice-governador, o tucano Carlos Brandão, em breve assinará ficha no PP.

O consultor

Apontado como lobista e amigo do senador Romero Jucá (PMDB-RR), o empresário Roberto Marinho foi indicado pelo presidente Temer para o cargo de diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Grita

A indicação de Marinho é criticada pelo presidente da União Nacional dos Servidores de Carreira das Agências Reguladoras Federais: “O aparelho regulatório fica fragilizado em razão de nomeações políticas que não respeitam a capacidade e o caráter técnico”.

Jogo-de-empurra

Segundo a assessoria da Anvisa, a indicação de diretores “é de competência exclusiva da Presidência da República e aprovada pelo Senado Federal”.

Ponto Final

“O que pretendemos barrar são abusos e privilégios que não condizem com a realidade do País”. — Do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), relator da comissão que analisa um projeto contra os super-salários.

Com Walmor Parente (DF), Tadeu Pinto (DF), Beth Paiva (RJ) e Henrique Barbosa (PE)

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