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Crise econômica gera crise política, diz presidente do Senado

A aliados Calheiros afirmou que pode reiniciar os trabalhos do grupo ainda esta semana (Foto: Andre Coelho/AG)

Em nota de balanço sobre os trabalhos no primeiro semestre, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o Congresso não é agente de instabilidade e que é a crise econômica que gera a crise política pela qual passa o País.

“O Congresso, composto de homens responsáveis e patriotas, não é um agente de instabilidade. As dificuldades que ora enfrentamos não foram criadas aqui, mas nem por isso nos omitimos. Não é a política que contamina a economia. Quem alimenta a crise política é a crise econômica”, afirmou o senador.

Calheiros, que faz parte da base aliada do governo mas se posiciona como crítico do ajuste fiscal proposto pela presidenta Dilma Rousseff, escreveu ainda críticas à política econômica do Brasil. Ele chamou os juros no País de “pornográficos”.

“O ajuste fiscal caminha para ser um desajuste social com a explosiva combinação recessão, inflação alta, desemprego e juros pornográficos. Até aqui só o trabalhador pagou a conta e não há ainda horizonte após o ajuste”, continuou o senador.

A nota do presidente do Senado foi divulgada depois de o colega dele de partido, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter informado, em entrevista coletiva, que passará a integrar a oposição ao governo.

Cunha e Calheiros impuseram dificuldades ao Planalto em votações no primeiro semestre. Uma delas, a devolução da MP (medida provisória) que reduzia desonerações, foi lembrada pelo senador na nota.

“Aqui procuramos ajudar, contribuir e aperfeiçoar medidas para recolocar a Nação no rumo do crescimento e da distribuição de riquezas e, quando necessário, frear a sanha arrecadadora como o fizemos na devolução de uma medida provisória juridicamente equivocada que teria agravado a recessão e o desemprego”, lembrou o senador. (AG)