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Dados apontam redução nos índices de criminalidade no Litoral Norte

Videomonitoramento acontece de dentro dos caminhões. (Foto: O Sul)

A moradora de Novo Hamburgo, Neusa Rodrigues, veraneia no Litoral Norte há 15 anos. No ano passado ela teve o vidro do carro quebrado e a mochila furtada na Praia do Araça, em Capão da Canoa. Como não tinha dinheiro, um cidadão encontrou o material furtado numa calçada e levou até o hotel onde ela estava hospedada.

Neste ano, Neusa aproveita a temporada na parte central do município. “Tive apenas dano material com o vidro do carro quebrado e sorte por alguém encontrar a mochila com meus documentos, cartão de crédito e me entregar tudo. Nesses 15 anos, essa foi a única vez que tive problema com segurança, Por aqui, tenho visto mais brigadianos de bicicleta e a cavalo”, declara a veranista.

Neusa Rodrigues percebe a presença dos policiais nas ruas de Capão da Canoa. (Foto: O Sul)

Dados

Dados apontam redução de 17% da criminalidade numa área de atuação de Tramandaí a Torres durante a 49ª Operação Golfinho da Brigada Militar (BM). O percentual foi registrado pelo Programa Avante da BM, que busca adotar a gestão por resultados, utilizando-se de melhorias de processos, emprego de dados oriundos de análise criminal e de inteligência, entre outras ferramentas.

De acordo com o tenente-coronel, Pedro Burgel, responsável pelo 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (BPAT), a redução vem acontecendo ano a no. “Estamos no período da Operação Golfinho quando no mínimo triplica o número da população e da frota de veículos no Litoral Norte. Isso causa preocupação na mobilidade urbana e o policiamento recebe reforço de todo o Estado para que atenda bem a população”, enfatiza.

Tenente-coronel, Pedro Burgel, comanda o 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas. (Foto: O Sul)

Burgel informa que durante esta Operação Golfinho de 15 de dezembro a 31 de janeiro foram registradas 7.200 ocorrências que apontam redução de 17% em relação ao período de 2017 a 2018, com 8.867. “Acredito que esses indices se mantenham e a redução é por causa do mesmo processo de gestão adotado do ano passado ligado à visibilidade, à presença, e ao trabalho de inteligência nas três companhias: Tramandaí, Capão da Canoa e Torres”, avalia.

Informatização

O tenente José Felipe Guerreiro da Silva e responsável pela Tecnologia da Informação da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul explica que uma equipe de operacionalidade composta por monitores, condutores de caminhão e profissionais da parte de tecnologia da informação aliada ao caminhão embarcado atua no Litoral Norte.

Uma equipe composta por monitores, condutores de caminhão e profissionais da tecnologia da informação atua na Plataforma de Observação Elevada. (Foto: O Sul)

“Vídeo, gravação e visibilidade que traz a sensação de segurança. Dispomos de comunicação com a Capital com as inagens transmitidas direto para o Centro Integrado em Porto Alegre. Tudo o que acontece se transmite de onde estamos ou de onde o caminhão é requisitado pelos órgãos de segurança. Os gestores de segurança pública podem requisitar a presnça do caminhão no município para ampliar a segurança no local no caso de eventos, comemorações, ou situações que exijam videomonitoramento”, esclarece o tenente.

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