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Declarações polêmicas de Bolsonaro devem ser alvo de questionamento no Congresso

(Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

As declarações recentes de Jair Bolsonaro têm provocado insatisfação e devem ser alvo de questionamento no Congresso. Considerada despropositada e radical, segundo líderes ouvidos, a verborragia de Bolsonaro provocou a primeira forte reação na última quinta-feira (08), quando o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em um evento em São Paulo que a postura do presidente da República atrapalha a tramitação dos projetos de interesse do governo.

Segundo um aliado de Maia, o presidente da Câmara não deve voltar ao assunto nos próximos dias. Mas a reação pode vir da tribuna por outros deputados e até mesmo com recados direcionados à pauta defendida pelo Planalto. Diante da repercussão de sua crítica, Maia alegou que foi mal interpretado pela imprensa. Ao dizer que “Bolsonaro é produto dos nossos erros”, ele estaria apenas elaborando uma perspectiva histórica de tropeços de PT, PSDB e outros partidos que estiveram no poder.

Com o fim do recesso parlamentar e o retorno das reuniões na casa de Maia, líderes comentam cotidianamente as frases ditas por Bolsonaro. Na última segunda-feira (05), quando deputados se reuniram para falar sobre a votação da reforma da Previdência, a verborragia do presidente, por exemplo, foi assunto por mais de uma hora. Isso apenas na primeira reunião com líderes do centrão. Mais tarde, quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, chegou ao local, o assunto voltou a ser debatido.

Um líder do Centrão disse que o sentimento geral é de “indignação”. Já outro alega que o ímpeto e as “frases estapafúrdias” de Bolsonaro já viraram motivo de piada. Segundo este líder, qualquer parlamentar comenta com os colegas sobre “a besteira do dia” vocalizada por Bolsonaro. Para ele, Bolsonaro sempre foi um deputado do baixo clero e não é agora que irá mudar o seu comportamento.

Sem base parlamentar, um outro líder diz que o “presidente vaio dar o tom de como ele quer o relacionamento com o parlamento”. Até agora, na sua opinião, a relação é distante e deve continuar a ser assim, principalmente pela antecipação do calendário eleitoral pelo próprio Bolsonaro. Ao se contrapor ao governador de São Paulo, João Doria, escolhendo-o como principal adversário em 2022, Bolsonaro deve atrair no parlamento uma posição mais crítica de tucanos.

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