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Delações sobre corrupção atingem políticos do PSDB em São Paulo

Casos investigados teriam ocorrido do fim dos anos 1990 até último mandato de Alckmin (2015-2018). (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Uma década após a PF (Polícia Federal) encontrar indícios de pagamentos de propina da empreiteira Camargo Corrêa em obras do Metrô de São Paulo, em documentos apreendidos no âmbito da Operação Castelo de Areia, novas suspeitas de irregularidades no sistema metroferroviário continuam surgindo.

Em novas delações premiadas, executivos de empresas e até um ex-funcionário do estado têm apontado supostos pagamentos de propina e formação de conluios para a elaboração de projetos e construção das linhas do Metrô e da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Os episódios relatados aconteceram em gestões tucanas entre o fim dos anos 1990, no governo Mario Covas, e o quarto mandato de Geraldo Alckmin, encerrado em 2018. São citados supostos repasses a campanhas de políticos do PSDB e do DEM, entre eles o ex-governador José Serra (PSDB), que sempre negou ter recebido qualquer tipo de vantagem indevida.

O Metrô e a CPTM ficaram conhecidos pelos frequentes atrasos em obras, aditivos em contratos que oneram os cofres públicos, trechos inconclusos e um desabamento que deixou sete mortos em 2007. Os órgãos, subordinados à Secretaria de Transportes Metropolitanos, viraram alvo recente da Lava-Jato de São Paulo, com uma denúncia que tornou 14 pessoas rés sob acusação de corrupção por situações que ocorreram nas linhas de 2004 a 2014.

Alguns nomes se repetem com frequência nos escândalos de corrupção. Um deles é o de Sérgio Corrêa Brasil, 67, que foi gerente e diretor do Metrô, além de assessor de parcerias público-privadas na Secretaria Estadual de Planejamento.

Nos últimos meses, ele fechou delação com o Ministério Público Federal – a primeira de um funcionário público envolvido no esquema do Metrô. Os outros são Luiz Carlos Frayze David (ex-presidente do Metrô) e Décio Tambelli (ex-diretor de Operações). Eles aparecem como beneficiários de suborno nas delações de executivos da Odebrecht, homologadas em 2017.

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