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A depressão ligada às redes sociais é duas vezes maior entre as meninas

Estudo britânico analisou associação do uso das redes sociais e depressão. (Foto: Reprodução)

Meninas são duas vezes mais propensas a ter depressão devido ao uso das redes sociais do que os meninos. É o que indica uma pesquisa realizada pelo UCL (University College London), divulgada na última semana. O estudo tinha o objetivo de analisar as associações entre mídias sociais e sintomas depressivos e foi realizado com 11 mil jovens no Reino Unido. A conclusão foi que uma a cada quatro adolescentes, ou seja, 40%, apresenta sinais clínicos da doença, enquanto o mesmo ocorreu “apenas” com 11% dos garotos analisados. Ativistas pediram ao governo britânico que tomem providências sobre o risco das redes sociais para a saúde mental dos adolescentes.

Todos os participantes responderam a um questionário com informações sobre o tempo diário de uso de redes sociais, assédios online, padrões de sono, autoestima e realizaram o Moods and Feelings Questionnaire (um questionário sobre o estado de ânimo dos participantes).

Os pesquisadores concluíram que a porcentagem alta de meninas com sinais de depressão em relação aos meninos deve-se, principalmente, entre outros motivos, ao assédio online, baixa autoestima e poucas horas de sono. Elas também passam mais horas navegando nas redes sociais. De acordo com a pesquisa, garotas de 14 anos são as que mais acessam esse tipo de plataforma, podendo gastar até três horas diárias online em sites como Facebook, Instagram e Twitter — o dobro dos garotos da mesma idade.

“Aparentemente, as meninas enfrentam mais obstáculos com esses aspectos de suas vidas do que os meninos, em alguns casos, consideravelmente”, relatou a professora do Instituto de Epidemiologia e Cuidados da Saúde do UCL, Yvonne Kelly, responsável pela equipe que realizou a pesquisa.

O estudo publicado na EClinicalMedicine também revela que 12% dos usuários usam as redes sociais de forma moderada e 38% fazem uso excessivo (mais de cinco horas por dia) apresentam sinais de depressão grave. E ainda, 40% das meninas, em comparação com 28% dos meninos são afetadas pela imagem estética colocada como ideal nas redes sociais. privação do sono, provocada pelo uso excessivo dessas mídias, também afeta mais a elas.

O estudo financiado pelo ESRC (Conselho de Pesquisa Econômica e Social) renova a preocupação com a saúde mental das jovens e sobre as consequências que isso pode levar, incluindo a autoflagelação e o suicídio.

“Essas descobertas são altamente relevantes para a políticas atuais de desenvolvimento em diretrizes para o uso seguro das mídias sociais e pedem que a indústria regule com mais rigor as horas de uso de mídias sociais para jovens “, disse Kelly.

A diretora executiva da Sociedade Real de Saúde Pública da Espanha, Shirley Cramer, comentou que essa é uma pesquisa importante, que confirma a necessidade de aumentar a conscientização e compreensão entre os pais, escolas e políticos sobre o papel das redes sociais na saúde mental dos jovens. A ministra adjunta para Saúde Mental e Cuidados Sociais do Reino Unido, Barbara Keeley, também comentou sobre o estudo e afirmou que “esse novo relatório aumenta as evidências que mostram o efeito tóxico que o uso excessivo das mídias sociais tem na saúde mental dos jovens, em especial as meninas, e que as empresas devem assumir a responsabilidade pelo que acontece em suas plataformas”.

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