Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social renuncia após ultimato de Bolsonaro

Desbancando medalhões

Bruno Araújo, de Pernambuco, assume a presidência nacional do PSDB e fará o jogo do governador João Doria. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Bruno Araújo, ao ser eleito ontem presidente nacional do PSDB, projeta seu padrinho, o governador João Doria, e enfraquece lideranças tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, que não compareceu à convenção, José Serra e Geraldo Alckmin.

Oscilações

Araújo foi ministro das Cidades na gestão Temer. Ano passado, concorreu ao Senado por Pernambuco e ficou em quarto lugar com 13,9 por cento dos votos. Em 2017, durante investigações da Operação Lava-Jato, a Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal pedido para investigar Araújo, que tinha aparecido em delações de executivos da Odebrecht.

Pista livre

Doria, afastando eventuais críticos internos do comando, vai antecipar o lançamento de sua candidatura à Presidência da República. Ontem, disse que os tucanos poderão apoiar a reforma da Previdência, mas “é impensável qualquer possibilidade de alinhamento com o governo Bolsonaro”.

O PSDB do Rio Grande do Sul está ao lado de Doria e seguirá o rumo que ele indicar.

Na era da manivela

O governo do Estado anunciou que a modelagem dos processos de privatização da CEEE, da Sulgás e da CRM levará 500 dias. Considerando que o grupo de técnicos trabalhará 8 horas por dia, totalizarão 4 mil horas. Talvez sobre tempo para incluir a informação que muitos deputados querem saber: qual será o destino do dinheiro que entrar com as vendas. Até agora, ninguém diz.

Pleno entendimento

Diante de cinegrafistas e fotógrafos, cada vez fica mais evidente: os presidentes Jair Bolsonaro e Dias Toffoli parecem amigos de infância.

Na vitrine

Pelo que mostraram desde o começo de fevereiro deste ano, os deputados se dividem em dois grupos. De um lado, os que usam ternos justos e gravatas estreitas com cores neutras. De outro, os de roupas folgadas e gravatas largas e estampadas.

Quando chegam à tribuna, o traje permite antever o tom de cada discurso.

Grande dilema

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, durante entrevista esta semana, definiu o panorama:

“Temos uma situação em que o presidente da República foi eleito com 58 milhões de votos, com um discurso anti-establishment, contra o sistema, contra tudo isso que está aí. No entanto, para fazer as mudanças que o Brasil precisa, é preciso negociar com esse sistema, porque o sistema não mudou”.

Não é por acaso

Aumentou em Brasília a venda do livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, escrito em 1936 pelo norte-americano Dale Carnegie, que se tornou conselheiro de líderes mundiais.

Pressão para rejeitar

A Comissão de Constituição e Justiça, da Assembleia Legislativa, terça-feira pela manhã, vai tratar da polêmica resolução que cria o pagamento de honorários de sucumbência aos procuradores do Estado.

Há 85 anos

Basta conferir as reportagens dos jornais, durante os debates da Assembleia Constituinte de 1934, para ver que os protestos feministas vêm de longe:

“Houve tumulto. Das galerias, grande número de mulheres tentava intervir nos debates, muito custando ao presidente Antônio Carlos conter e restabelecer a ordem. Estava em discussão a emenda que sujeitava as mulheres ao serviço militar. Senhoras pertencentes a associações femininas defendiam a aprovação. O presidente preme os grandes tímpanos, mais fortes que as gargantas das feministas, abafando-lhes a voz. Consegue o prodígio de fazer calá-las. Ao final, é aprovado o artigo que aproveita as mulheres em serviços auxiliares da defesa nacional.”

Menos baforadas

Notícia para ser festejada: mais de 90 por cento da população brasileira não tem o hábito de fumar. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada nesta sexta-feira, apenas 9,3 por cento afirmavam ser fumantes em 2018. Nos últimos 12 anos, a quantidade de pessoas que fumam caiu 40 por cento no País.

Entre vacilos e temores

Para dar certo, governo, em qualquer parte do mundo, precisa confiar na própria capacidade de solução. O Brasil muitas vezes contraria a regra.

Deixe seu comentário: