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Desde o início do Campeonato Mundial, uma organização não governamental já registrou 45 casos de assédio a mulheres por torcedores na Rússia

De um modo geral, os incidentes envolveram russas importunadas por estrangeiros. (Foto: Reprodução)

Em entrevista coletiva realizada nessa quarta-feira para discutir casos de discriminação no Mundial de Seleções, o diretor-executivo da ONG “Fare Network”, Piara Powar, que atua junto à entidade máxima do futebol, informou que já foram documentados 45 casos de assédio e sexismo contra mulheres nas cidades-sedes da competição em disputa na Rússia.

Desde desde o início da competição, no dia 14 de junho, as vítimas de incidentes diretamente relacionados ao evento são 30 torcedoras e 15 jornalistas de vários países. Alguns desses casos tornaram-se notórios no mundo todo.

“Os incidentes de sexismo, de um modo geral, envolveram mulheres russas assediadas por estrangeiros, mas esse é um número subestimado, já que é bastante provável que tenham ocorrido diversos outros casos não notificados”, frisou o dirigente.

Ele confirmou que, dentre os 30 casos de sexismo sofridos por torcedoras, está o da russa assediada por brasileiros. De acordo com a Fifa, os torcedores tiveram confiscados os seus “Fan IDs” (espécie de carteirinha de cadastro de torcedor, indispensável para estrangeiros nos estádios do país-sede).

Repórteres da Rede Globo e também da TV CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tiveram os seus casos de assédio documentados por câmeras. Enquanto trabalhavam em frente a estádios, torcedores tentaram beijá-las à força.

De acordo com a ONG, todas as ocorrências ocorreram fora de estádios e foram registradas por meio de redes sociais, como foi o caso de brasileiros cantando “B… rosa” para uma russa.

“Estes casos aconteceram fora dos estádios e soubemos pela mídia e redes sociais, que nos permitem monitorar de uma maneira muito melhor a situação”, disse Federico Addiechi, chefe de sustentabilidade e diversidade da Fifa. “Não creio que seja uma situação diferente do que vimos no Brasil em termos de sexismo”, completou.

Precaução

Antes do Mundial, havia um grande temor por questões como homofobia e racismo. “Ainda há três jogos adiante, mas estamos satisfeitos com toda a situação. O número de incidentes foi pequeno e os mecanismos que colocamos em prática nos ajudaram muito”, disse Addiechi.

Dentre as medidas tomadas dentro dos estádios houve a inclusão de três observadores para analisar o comportamento dos torcedores e um sistema que permite ao árbitro paralisar a partida em caso de ofensas racistas ou homofóbicas. No entanto, até agora, nenhum jogo foi paralisado por discriminação.

A Fifa também tem buscado diminuir da exibição da imagem de mulheres como símbolos sexuais nas arquibancadas. Foi um pedido da entidade para a empresa que gera as imagens no mundo todo.

“Nossa experiência foi muito positiva”, destacou Powar. Os russos desempenharam um ótimo papel, as pessoas que aqui vieram ficaram surpresas com o comportamento das pessoas.”

A entidade máxima do futebol, por sua vez,disse também estar satisfeita com a situação vista na Rússia em relação às medidas antidiscriminação tomadas e o baixo número de casos registrados dentro dos estádios.

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