Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Brasil O desemprego aumenta e atinge mais de meio milhão de gaúchos

Taxa de desemprego subiu no Rio Grande do Sul para 8,8%. (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)

O desemprego dos brasileiros no terceiro trimestre deste ano foi de 11,8%, conforme a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta terça-feira (19).

No Rio Grande do Sul, 8,8% da população está sem emprego. A taxa representa aumento em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando 8,2% dos gaúchos procuravam trabalho.

Segundo a estimativa do IBGE, o Rio Grande do Sul atingiu o número de 540 mil desempregados. São 35 mil pessoas a mais do que no segundo trimestre de 2019. É  o maior número desde o primeiro trimestre de 2017, quando a pesquisa estimou que havia 557 mil pessoas sem trabalho.

Naquela época, o Brasil recém começava a sair da recessão técnica iniciada em 2014. Mesmo com menos pessoas querendo trabalhar, o cálculo levou a um aumento na taxa porque houve uma redução mais intensa de postos de trabalho.

Outras regiões

Já o Estado de São Paulo foi o único a registrar recuo no desemprego, passando a 12% de desocupados no terceiro trimestre desse ano, após registrar 12,8% no segundo trimestre.

Na outra ponta, a desocupação aumentou apenas em Rondônia e atingiu 8,2%, uma alta de 1,5 ponto percentual. Os demais Estados mantiveram-se estáveis. Os maiores níveis de desemprego foram observados na Bahia (16,8%), no Amapá (16,7%), e em Pernambuco (15,8%).

Informalidade em alta

Ainda que puxada pela informalidade, a população ocupada chegou a 93,8 milhões no 3º trimestre, um recorde na série histórica que teve início em 2012.

A taxa de informalidade da população ocupada – que inclui empregados sem carteira assinada no setor privado, trabalhador doméstico sem carteira assinada, empregador sem CNPJ, trabalhador por conta própria sem CNPJ e trabalhador auxiliar familiar – vem crescendo no país e ficou em 41,4% no terceiro trimestre. Chegou a 57,9% nos estados do Norte, 53,9% no Nordeste, 38,5% no Centro Oeste, 35,9% no Sudeste e 32,2% no Sul.

Já o rendimento médio foi estimado em R$ 2.298 no terceiro trimestre, o que representa uma estagnação em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.297) e frente ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.295). O maior valor foi registrado no Distrito Federal (R$ 3.887) e o menor no Maranhão (R$ 1.333).

 

 

 

 

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