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Dia dos Pais oferece oportunidade para fidelizar clientes

Estratégia pode aumentar vendas e ser uma saída para período de crise econômica. (Foto: Reprodução)

 

Datas comemorativas são uma ótima oportunidade para aumentar as vendas no comércio e serviços. E o Dia do Pais está entre as mais importantes no Brasil. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em todas as capitais, mostra que 57% dos entrevistados têm intenção de presentear os pais neste ano. Diante de tamanho potencial, além de ampliar a comercialização de produtos, os empreendedores podem aproveitar a chance para fidelizar clientes. Para orientar o empreendedor sobre fidelização, o Sebrae lançou uma página com dicas para os donos de pequenos negócios ampliarem as vendas.

No Portal do Sebrae é possível acessar orientações sobre planejamento estratégico, importância da avaliação do público e casos de sucesso. A ideia principal da fidelização é encantar o cliente, melhorar a experiência de compra e torná-lo engajado com a proposta dos produtos e serviços adquiridos . Tudo para aumentar as chances de que ele retorne e consuma novamente.

“O empreendedor deve criar táticas para cativar o cliente e usar atrativos, como a concessão de descontos, que o farão querer voltar ao estabelecimento. Além disso, serviços eficientes e bom atendimento são essenciais, tanto em lojas físicas quanto nas virtuais”, destaca o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Acesse aqui o conteúdo da pagina sobre Dia dos Pais e fidelização.

Parceria

Para alguns empreendedores, o Dia dos Pais é também uma data para comemorar parcerias, como na família de João Aloysio Carvalho Filho, hoje com 63 anos e mais de 30 anos de trabalho na área de alimentação. Foi ele a grande inspiração para os filhos Mariana Alves Carvalho David (32) e João Aloysio Carvalho Neto (33) empreenderem no ramo da gastronomia. Ambos cresceram acompanhando as atividades do pai, dono do restaurante Friburgo, inaugurado em 1985 e que manteve suas atividades até meados de 2005, em Brasília. Ainda hoje, João Filho se mantém no segmento de alimentação.

Com total apoio para empreender sem medo na área de gastronomia, hoje Mariana é proprietária do Piccolo Emporium, inaugurado em março de 2016, também em Brasília, junto com o pai, que foi parceiro no empreendimento. Formada em Turismo e pós-graduada em Gestão de Pessoas, ela confessa que sempre se sentiu atraída por esse tipo de atividade. “Sempre gostei da área. Quando fazia turismo , pensava em trancar e investir em gastronomia”, diz. Atualmente, já com o seu sonho realizado, Mariana diz que tem uma boa clientela fidelizada, mas que pode crescer. “Ainda tenho terreno para expandir e clientes para conquistar”, afirma. A empresária reconhece a importância do pai nessa trajetória : “Ele foi essencial para mim. Sem ele, não teria coragem de abrir o negócio. Ele é uma pesso a muito calma e dá apoio até hoje”.

O irmão, o empreendedor João Aluysio Carvalho Neto, que também enveredou pelos negócios gastronômicos, endossa as palavras de Mariana sobre o pai. “Ele é minha inspiração de vida! Sempre otimista, leve e saudável. Embora os negócios dependessem de fatores externos, ele sempre teve calma”, conta João, proprietário de uma franquia Y ogoberry, em Brasília, desde 2009, e de um restaurante de culinária mexicana ( ¿Qué Quieres?) , no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro. Estimulado pelo pai, a casa de culinária mexicana foi aberta em m arço de 2015, um ano antes do empreendimento da irmã. João Neto explica que, além da influência paterna, a flexibilidade de horários, poder comandar uma equipe e empregar pessoas são algumas das vantagens que o atraíram a ter o próprio negócio.

Pesquisa

A parceria entre familiares é algo comum nos negócios. De acordo com pesquisa do Sebrae, 52% das micro e pequenas empresas brasileiras podem ser consideradas familiares, ou seja , possuem sócio ou empregado que são parentes. Quanto maior o porte, maior a participação familiar. O levantamento do Sebrae constatou que de cada dez empresas de pequeno porte, seis são familiares. Quando a análise é feita entre as micro empresas, esse número cai para cinco de cada dez.

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