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Diretor do Banco do Brasil deixa o cargo após um vídeo de publicidade desagradar a Bolsonaro

Cena da peça publicitária do Banco do Brasil que desagradou ao presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Youtube)

O diretor de Comunicação e Marketing do BB (Banco do Brasil), Delano Valentim, deixará o banco depois de uma campanha publicitária desagradar o presidente da República, Jair Bolsonaro, e também a alta cúpula da instituição financeira. O executivo está de férias e quando retornar não permanecerá na posição. O presidente do BB, Rubem Novaes, confirmou, por meio nota enviada pela sua assessoria de imprensa  que concordou com Bolsonaro sobre a necessidade de retirar o filme publicitário do ar. Informou ainda que a decisão de saída do diretor foi um “consenso”.

“O presidente e eu concordamos que o filme deveria ser recolhido. Saída do diretor em decisão de consenso inclusive com aceitação do próprio”, explicou Novaes. A campanha publicitária em questão era apresentada por jovens para divulgar o serviço de abertura de conta corrente pelo aplicativo do banco. A decisão de retirá-la do ar contraria a bandeira que o Banco do Brasil defendeu nos últimos anos de apoio à diversidade e ainda da necessidade de rejuvenescer sua base de clientes.

Mais declarações

Bolsonaro manifestou nesta quinta-feira (25) preocupação com casos de homens que têm pênis amputados por falta de higiene íntima. Ele falou sobre o assunto após uma visita ao Ministério da Educação – o presidente afirmou que, a partir de agora, pretende visitar um ministério por semana. Na saída, ele e o ministro Abraham Weintraub concederam entrevista. Os dois criticaram o modelo de ensino em escolas do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), argumentando que os alunos são submetidos a “forte doutrinação ideológica”, segundo as palavras de Bolsonaro.

Depois de uma das intervenções de Weintraub, Bolsonaro foi ao microfone e disse que pretendia “complementar” a fala do ministro. “Uma coisa muito importante, para complementar aqui o ministro. Dia a dia, né, a gente vai ficando velho e vai aprendendo as coisas. Tomei conhecimento uma vez que certos homens ao ir para o banheiro, eles só ocupavam o banheiro para fazer o número 1 no reservado”, afirmou o presidente, que em seguida citou um “dado alarmante”: mil amputações de pênis por ano no Brasil “por falta de água e sabão”.

“Quando se chega a um ponto desses, a gente vê que nós estamos realmente no fundo do poço. Nós temos que buscar uma maneira de sair do fundo do poço ajudando essas pessoas, conscientizando-as, mostrando realmente o que eles têm que fazer, o que é bom para eles, é bom para o futuro deles, e evitar que se chegue nesse ponto ridículo, triste para nós, dessa quantidade de amputações que nós temos por ano”, declarou Bolsonaro.