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Dois meses após invasão, o Ministério do Trabalho ainda não recebeu o resultado da perícia da Polícia Federal

Documentos atirados no chão do Ministério do Trabalho, em Brasília. (Foto: Divulgação)

Dois meses após uma invasão seguida de roubo no Ministério do Trabalho, em Brasília, a pasta ainda aguarda o resultado da perícia da PF (Polícia Federal). Duas salas onde funcionam “serviços relacionados ao seguro-desemprego e a carteiras de trabalho” foram reviradas e dois notebooks roubados.

A invasão ao prédio foi na noite de domingo, 15 de julho. No dia seguinte, a PF foi acionada para periciar o local e investigar se havia alguma relação com a operação Registro Espúrio – que tenta desarticular uma suposta organização criminosa envolvida na fraude de registros sindicais.

À época, o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, afirmou que buscava uma “apuração rápida e rigorosa do caso”. Até esta sexta-feira (14), nenhum suspeito havia sido preso. Questionada, a PF informou que não se manifesta sobre investigações em andamento.

O ministério apontou que os dois computadores levados não guardavam informações ou processos do órgão. Eles eram usados pelos servidores do setor da CIRP (Coordenação de Identificação e Registro Profissional) para realização de serviços externos, disse a assessoria.

O ministério afirmou ainda que nenhum documento do local foi extraviado. De acordo com o órgão, a administração do prédio abriu uma investigação interna para apurar se houve falha do serviço de segurança, mas ainda não há conclusões.

A invasão

Na época, a invasão ao prédio aconteceu na noite de domingo, mas só foi descoberta quando funcionários do ministério chegaram para trabalhar na segunda-feira. De acordo com o ministério, em uma sala, os armários foram encontrados com as portas abertas. Em outra, havia objetos e documentos oficiais espalhados pelo chão. Peritos da Polícia Federal isolaram a sobreloja do ministério e parte da área externa. Os agentes recolheram impressões digitais e imagens do circuito interno.

Registro Espúrio

Em 2016, o setor onde ocorreu a invasão era chefiado por Leonardo Arantes, sobrinho do deputado federal Jovair Arantes (PTB) – os dois são investigados na operação e negam irregularidades. Em junho, já como secretário-executivo do ministério, Leonardo foi preso preventivamente por suposta ligação com o esquema.

A operação Registro Espúrio foi deflagrada pela Polícia Federal e é relatada no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ministro Edson Fachin. A PF tenta desarticular uma organização de políticos e servidores para, supostamente, fraudar registros de sindicatos.

Na semana seguinte à 1ª fase da operação, Fachin determinou o afastamento do então ministro, Helton Yomura. A defesa do político “nega veementemente qualquer imputação de crime ou irregularidade”. No mesmo dia, ele pediu demissão do cargo.

O substituto de Yomura, Caio Vieira de Mello, tomou posse no ministério. Ele suspendeu a emissão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho até outubro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 12 de julho.

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