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Dólar tem maior alta semanal desde agosto com confusão política local e exterior arisco

Na semana, o dólar acumulou ganho de 4%. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O dólar saltou ao maior patamar em oito meses nesta sexta-feira, superando a marca de R$ 4,10 e acumulando a maior alta semanal desde agosto do ano passado, sob forte pressão das incertezas políticas locais e do exterior arisco.

O real teve o pior desempenho entre as principais moedas nesta sessão. O dólar à vista subiu 1,62%, a R$ 4,1019 na venda. É o maior patamar desde 19 de setembro de 2018 (R$ 4,1242).

Na máxima durante os negócios, a cotação bateu R$ 4,1140. A valorização desta sexta-feira é a mais forte desde 24 de abril (1,63%).

Na semana, o dólar acumulou ganho de 4%, mais rali desde a semana terminada em 24 de agosto de 2018 (4,85%).

BC leiloará US$ 3,75 bilhões das reservas para conter alta do dólar

Para conter a volatilidade no mercado de câmbio, o Banco Central (BC) leiloará na segunda (20), terça (21) e quarta-feira (22) US$ 3 bilhões das reservas internacionais com o compromisso de comprar o dinheiro daqui a alguns meses. Desde o fim de março, a autoridade monetária não fazia esse tipo de operação.

Cada operação ocorrerá em duas etapas, das 12h15 às 12h20 e das 12h35 às 12h40. Esse será o 11º leilão desse tipo no ano. Em 2019, o Banco Central injetou US$ 7,925 bilhões das reservas internacionais no mercado.

Nos últimos dias, o dólar tem enfrentado fortes oscilações num cenário de instabilidade na economia internacional e de tensões domésticas com a revisão para baixo do crescimento econômico e as negociações em torno da reforma da Previdência.

Bovespa tem leve queda e fecha abaixo dos 90 mil pontos

O principal indicador da bolsa paulista, a B3, fechou em leve queda nesta sexta-feira (17) e renovou a mínima do ano, em meio a piora das expectativas para a economia brasileira e preocupações sobre a articulação política do governo Bolsonaro em torno da tramitação da reforma da Previdência. Os investidores também monitoraram o cenário externo com a intensificação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos. O Ibovespa caiu 0,04%, a 89.992 pontos.

Na semana, a bolsa acumula queda de 4,52%. No ano, no entanto, ainda sobe 2,40%.

Além das novas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, o noticiário político espinhoso no País tem alimentado preocupações sobre novos potenciais atrasos na reforma da Previdência, com reflexos no sentimento de investidores e desempenho da economia.

Para o estrategista para mercados emergentes do banco Julius Baer, Mathieu Racheter, a aprovação da reforma da Previdência continua sendo o fator mais importante para reconstruir a confiança e impulsionar o crescimento econômico. “Esperamos que a volatilidade do mercado permaneça em níveis elevados nas próximas semanas”, afirmou à Reuters.

No caso da bolsa especificamente, o vencimento de contratos de opções sobre ações na segunda-feira corrobora com tal volatilidade, dada a participação relevante no Ibovespa de papéis que figuram entre as séries mais líquidas no exercício, entre eles as ações da Petrobras.

Na visão dos estrategistas Daniel Gewehr e João Noronha, do Banco Santander Brasil, as perspectivas para as ações brasileiras pioraram no curto prazo, com potencial para permanecerem de lado, em meio à decepção com crescimento recente do Brasil e renovadas preocupações globais economia.

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