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Donald Trump chamou de “falcatrua” o livro que retrata a Casa Branca como um hospício

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o livro é “um golpe contra o público”. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu sua sessão no Twitter nesta quarta-feira (5) chamando de “falcatrua” a forma como ele e seu governo foram retratados no livro “Fear: Trump in the White House” (“Medo: Trump na Casa Branca”), do jornalista Bob Woodward, do “Washington Post”. Woodward ficou célebre por ter revelado, junto com Carl Bernstein, o escândalo Watergate, que levou à renúncia de Richard Nixon nos anos 1970. As informações são do jornal O Globo e de agências de notícias internacionais.

A versão do próprio Trump sobre os episódios relatados por Woodward não consta do livro, já que, como revelou o “Post” na noite de terça-feira, o presidente só falou com o repórter quando a obra já estava no prelo. Na conversa de 11 minutos, gravada e reproduzida no jornal, Trump alega que os inúmeros pedidos de entrevista feitos por Woodward nunca chegaram a ele. “O certo”, afirma na conversa, “é que ninguém fez um trabalho melhor do que eu como presidente”.

“Medo: Trump na Casa Branca”, que será lançado no dia 11 e já está na lista dos mais vendidos da Amazon, retrata a sede da Presidência americana como praticamente um hospício (uma definição dada pelo próprio chefe de Gabinete John Kelly, que teria chamado o mandatário de “idiota”). Além disso, mostra Trump como propenso a explosões e tomadas de decisões por impulso, criando um clima de caos que Woodward diz ser equivalente a um “golpe de Estado administrativo” e a um “colapso nervoso” do Poder Executivo.

Por exemplo, de acordo com Woodward, Trump disse ao secretário de Defesa, James Mattis, que queria o presidente sírio, Bashar al-Assad, assassinado, após ser informado de um ataque sírio com armas químicas contra civis em abril de 2017. Segundo o repórter, Mattis disse a Trump que iria “resolver” a questão, mas em vez disso desenvolveu um plano para um ataque aéreo limitado que não ameaçou Assad pessoalmente. Mattis teria dito a associados mais tarde que Trump agira como “um estudante da quinta ou sexta série”.

Na série de tuítes nesta quarta-feira, Trump chamou o livro de “uma falcatrua, um golpe contra o público”. “O livro já desacreditado de Woodward tem um monte de mentiras e fontes falsas. Ele diz que eu chamei [o secretário de Justiça] Jeff Sessions de ‘retardado’ e ‘sulista burro’. Eu não disse NENHUMA das duas coisas”, atacou o presidente no Twitter.

Trump ainda pediu a mudança das leis contra a difamação. “É uma vergonha que alguém possa escrever um artigo ou livro, inventar histórias e formar a imagem de uma pessoa que seja o exato oposto da realidade. E se safar com isso sem custo ou vingança. Não sabem por que os políticos de Washington não mudam as leis de processos por calúnia?”, escreveu na rede social.

Trump postou também tuítes críticos a Woodward de figuras-chave de sua equipe. O secretário de Defesa Mattis disse que jamais proferiu “as palavras de desprezo sobre o presidente que Woodward me atribuiu” e que “embora eu goste de ler ficção, o tipo de literatura [dessa obra] é típico de Washington, e suas fontes anônimas não lhe dão credibilidade. (…) O livro é produto de uma rica imaginação”.

Já John Kelly afirmou que “não é verdade que chamei o presidente de idiota. (…) Nós dois sabemos que essa história é uma balela total”. E a secretária de Imprensa, Sarah Sanders, foi enfática: “Este livro não passa de um monte de histórias inventadas, muitas contadas por ex-empregados insatisfeitos”.

O presidente, por sua vez, negou que tivesse ordenado o assassinato de Assad. Segundo a CNN, Trump lançou uma “caça às bruxas” pedindo ajuda a assessores leais para descobrir quem foram as fontes de Woodward na Casa Branca. Ao livro, soma-se outra dor de cabeça para o presidente. Abrindo uma exceção, o “New York Times” publicou um artigo não assinado de “um alto funcionário do governo”, fazendo um retrato devastador do presidente, sob o título “Eu sou parte da resistência dentro do governo Trump”.