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Donald Trump diz que a Coreia do Norte foi desonesta e virou perigosa para os Estados Unidos

A reforma virou prioridade para o presidente diante da necessidade de tentar aprovar algo no Congresso ainda no seu primeiro ano de governo. (Foto: Reuters)

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o sexto teste nuclear, realizado neste domingo (03), e as ações da Coreia do Norte “são muito hostis e perigosas”. Além de admitir que o governo do ditador Kim Jong-un realizou um ensaio de nuclear de peso, Trump advertiu no Twitter que “suas palavras e suas ações seguem sendo muitos hostis e perigosas para os EUA”.

Também no Twitter, o presidente norte-americano criticou a China, dizendo que as ações do país não tem tido sucesso para frear o avanço da Coreia do Norte no uso das armas atômicas.

Para ele, a Coreia do Norte é “um país desonesto” que se tornou uma grande ameaça e motivo de embaraço para a China, que “está tentando ajudar mas sem sucesso”. Ao lado do Japão, a China foi um dos primeiros países a condenar o teste com a bomba de hidrogênio.

As manifestações de Trump foi feita após os governos de Rússia, Coreia do Sul e França condenarem o teste norte-coreano com a bomba de hidrogênio e pedirem ações mais fortes contra Pyongyang.

Na semana passada, o presidente dos EUA já havia dito que “todas as opções estão sobre a mesa”. Mas, na ocasião, em 29 de agosto, apesar de a declaração manter viva a possibilidade de uma ação militar, o tom tinha sido mais brando do que o adotado por Trump desde o início de agosto, quando ele ameaçou responder com “fogo e fúria” se a Coreia do Norte fizesse mais ameaças ao país e disse que as armas estavam “engatilhadas e carregadas”.

China

Em discurso forte, o presidente da China, Xi Jinping, disse neste domingo que a globalização enfrenta incertezas estruturais e que o protecionismo e o egocentrismo estão em ascensão no mundo.

Na abertura do fórum empresarial do BRICS, ele pregou a necessidade da comunidade internacional superar focos de tensões locais e promover uma abertura tanto comercial quanto diplomática.

O discurso do presidente chinês foi feito horas depois da Coreia do Norte ter anunciado que obteve sucesso no teste de uma bomba de hidrogênio. O país oriental tem protagonizado uma crise nos últimos meses com os Estados Unidos e a Rússia. “A paz do mundo foi mantida por mais de metade do século. O mundo, porém, ainda não é pacífico e conflitos ocorrem um após o outro”, disse.

Ele ressaltou que é necessário acabar com as “chamas da guerra” e disse que o terrorismo físico e cibernético “criam sombras no mundo”, e, portanto, devem ser enfrentados com vigor pela comunidade internacional.

“Nós temos de combater o terrorismo de todas as formas. Os terroristas não terão mais espaço”, disse. O discurso do presidente chinês foi feito no primeiro dia da IX Cúpula do Brics, promovida na cidade de Xiamen e cuja abertura oficial será feita na segunda-feira (10).

Em sua fala inaugural, ele pregou a necessidade do bloco econômico se reinventar e promover uma maior abertura comercial. Ele também destacou a presença de países como Egito e México na reunião deste ano.

A China tem atuado para que outros países emergentes sejam incorporados ao BRICS, mas o movimento tem enfrentado resistência dos demais participantes. “Há um grande número de mercados emergentes que surgiram e estão desempenhado um papel cada vez mais importante nos assuntos internacionais”, afirmou.

Segundo ele, o mundo passa atualmente por uma época de ajustamentos, embora não estejam solucionados conflitos armados e a fome mundial. “Nós podemos dizer que a lei da selva e o jogo da soma zero não fazem parte da lógica dos nossos tempos”, disse.

O chinês destacou ainda que o mundo ainda não conseguiu superar totalmente a crise econômica de 2008, já que a rota do crescimento econômico não retornou ao seu patamar original. “A economia mundial ainda não saiu do ajustamento marcado pelo crescimento fraco”, disse. Para ele, a resposta para o atual momento não está em retornar a uma grande velocidade de crescimento, mas identificar novos caminhos de desenvolvimento. (Folhapress)