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Donald Trump quer disparar os gastos com os militares

Trump gesticula durante reunião junto a seu chefe de Gabinete, o general John Kelly. (Foto: Reprodução)

Após embates envolvendo gastos federais e imigração que levaram a duas paralisações do governo norte-americano em poucas semanas, o presidente Donald Trump ignorou apelos por combate ao déficit ao propor um aumento de US$ 74 bilhões com uma proposta de orçamento militar. Em seu segundo plano orçamentário, o presidente busca ainda financiamento para um plano de reforma de infraestrutura, a construção de um muro fronteiriço com o México e programas de combate ao uso de opioides.

O plano orçamentário para o ano fiscal de 2019, de US$ 4,4 trilhões, é visto pelo Congresso como uma sugestão, já que o Orçamento federal é controlado por senadores e deputados – que negociarão o pacote de propostas para financiar o governo.

A proposta inclui US$ 200 bilhões para gastos em infraestrutura (buscando estimular US$ 1,5 em investimentos com parceiros); e mais de US$ 23 bilhões para a segurança da fronteira e fiscalização da imigração, muro incluso.

Já o plano militar, que prevê a maior despesa no setor desde 2011, é o mais ousado: prevê US$ 716 bilhões em gastos em programas militares e para manutenção do arsenal nuclear dos Estados Unidos – US$ 69 bilhões somente para financiar as guerras nas quais os EUA seguem envolvidos. Além disso, US$ 30 bilhões da quantia para a Defesa foram propostos para o Departamento de Energia, responsável pela manutenção das armas nucleares do país. Ao total, são US$ 74 bilhões a mais dedicados aos militares e ao Pentágono do que no ano fiscal de 2018.

“Reverter a erosão da vantagem militar dos EUA frente à China e à Rússia”, destaca o plano.

Trump faz um aceno aos conservadores, que contestaram propostas anteriores alegando que os republicanos estavam adotando um Orçamento deficitário. Prometendo demonstrar disciplina fiscal, seu plano recomenda cortes de gastos não militares que diminuiriam o déficit orçamentário federal em US$ 3 trilhões durante dez anos.

Ex-generais criticam deterioração diplomática

E se as críticas já são praticamente certas dos democratas pelos cortes sociais, até mesmo altos oficiais militares estão irritados. Na segunda-feira, 151 generais reformados criticaram os cortes propostos para a diplomacia do país e as muitas vagas não preenchidas no Departamento de Estado atual.

“As crises de hoje não têm apenas soluções militares”, criticaram os generais numa carta aos líderes do Congresso.

O pedido de Orçamento de Trump segue para o Congresso dias após o presidente assinar um acordo bipartidário de gastos com deputados e senadores. O pacto aumentará gastos internos em US$ 300 bilhões durante dois anos – incluindo US$ 165 bilhões em novos gastos em Defesa, e US$ 131 bilhões em gastos internos não militares.

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