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Dos 23 jogadores convocados por Tite, seis ainda não atuaram no Mundial: Marquinhos, Geromel, Fred, Taison e os goleiros Ederson e Cássio; na reta final, eles têm chances reduzidas de jogar

O técnico Tite colocou 17 peças em ação no Mundial da Rússia, até agora. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Seja por lesão ou pela necessidade de mudar a cara de um jogo, o técnico Tite colocou 17 peças em ação no Mundial da Rússia, até agora. Na findada primeira fase, quatro jogadores de linha não participaram das partidas: os zagueiros Geromel e Marquinhos, o meio-campista Fred e o meia-atacante Taison. Além deles, os dois goleiros reservas, Ederson e Cássio, também seguem sem minutos no Mundial. Se não acontecer algum problema fora da curva a partir das oitavas de final, contra o México, é reduzida a chance de o quarteto entrar em campo. As informações são do jornal O Globo.

Tite manteve a média da Seleção Brasileira nas últimas duas Copas. O último treinador a usar menos jogadores do que ele foi Zagallo, em 1998, até porque não fez uma alteração sequer no último jogo da fase inicial, contra a Noruega. Postura completamente oposta à adotada por Felipão em 2002: na primeira fase, 20 jogadores foram utilizados. Com Tite, a impressão é que, não fossem as lesões, a “economia” teria sido maior. As entradas de Fagner e Filipe Luís, por exemplo, só ocorreram pelos problemas de Danilo e Marcelo, respectivamente.

Marquinhos é a peça que Tite mais lamenta não ter conseguido usar. O defensor é constantemente citado nas coletivas do treinador. Só que a dupla de zaga titular, Miranda e Thiago Silva, está jogando em alto nível. Ambos, inclusive, já fizeram parte do rodízio de capitães na Copa, e Thiago fez um dos gols contra a Sérvia. Tanto ele quanto Miranda seguem sem levar cartões amarelos e, portanto, nem pendurados estão.

Marquinhos, que chegou a ser preparado para entrar eventualmente na lateral direita após a lesão de Danilo, é o substituto imediato em caso de suspensão de algum zagueiro titular. Esse cenário, ao mesmo tempo, reduz muito as chances de participação de Geromel na Copa, até porque os zagueiros da seleção atuam nos dois lados da defesa.

Taison é o nome da convocação que gerou mais discórdia, mas ele pode tanto fazer o papel de meia atrás do centroavante quanto jogar pelas pontas. Assim, encaixa-se em um leque maior de possibilidades. Enquanto Douglas Costa estiver fora de combate, vira a alternativa imediata para uma eventual ausência de Willian e até mesmo do pendurado Neymar – desde que o também amarelado Coutinho siga no meio e não seja deslocado para a ponta.

No meio, Fred chegou a participar do amistoso do Brasil contra a Croácia, o primeiro da fase de preparação. Mas uma pancada de Casemiro em um coletivo em Londres o fez perder treinos e ritmo de jogo. No setor em que briga para entrar, a fila também é significativa. A polivalência de Fernandinho, que tem muito moral com Tite, deixa as coisas mais difíceis. O camisa 17 pode atuar em qualquer uma das três posições do meio-campo, substituindo Casemiro, Paulinho ou até mesmo Coutinho. Outro concorrente é Renato Augusto, que foi titular durante toda a eliminatória e só perdeu espaço ao se machucar pouco antes do amistoso contra a Croácia.

O desafio para Tite – e até mesmo para os titulares – é manter os reservas motivados e em alto nível para o caso de uma eventualidade.

No treino de sexta-feira (29), o destaque foi o retorno de Danilo aos trabalhos com bola. O lateral-direito tem grandes chances de voltar a ser relacionado por Tite, mas Fagner deve ser o titular. Já Marcelo, que foi substituído contra a Sérvia por causa de dores nas costas, apareceu no treino de chinelos, conversou com o grupo e saiu. Apesar disso, ele provavelmente será escalado contra o México, na segunda-feira (2).

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