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Duas mulheres foram detidas tentando entrar com vinho e cerveja na cadeia onde o governador do Rio de Janeiro está preso

Desde quinta-feira (29), Pezão está preso na sala de Estado-Maior da unidade, em Niterói. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Duas mulheres foram detidas, neste domingo (2), na Unidade Prisional da PM, em Niterói (RJ), tentando entrar no local com cerveja e vinho. A cadeia é a mesmo onde está preso o governador Luiz Fernando Pezão. As bebidas estavam escondidas dentro de embalagens de guaraná e suco de uva. As mulheres são parentes de dois policiais militares também presos no local. Elas não foram presas, mas tiveram as permissões para visitar seus parentes suspensas pela corporação. A Corregedoria da PM vai abrir um procedimento investigativo para apurar o caso.

Desde quinta-feira (29), Pezão está preso na sala de Estado-Maior da unidade, em Niterói. Ele está sozinho no local, que não tem grades e é monitorado por câmeras. A sala tem cama, mesa, vaso sanitário, pia e chuveiro. Na primeira noite no local, Pezão jantou arroz, feijão, macarrão, salada e proteína. O café da manhã foi pão com manteiga e café com leite.

Um dos policiais que receberia as bebidas é um sargento, preso em agosto deste ano, apontado por uma investigação do MP e da Polícia Civil como homem forte da milícia em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Quando foi preso, o agente — lotado no 27º BPM (Santa Cruz) — estava de licença do serviço no batalhão para tratamento de “depressão, síndrome do pânico e bipolaridade”, conforme sua defesa alegou à Justiça. Já o outro é um soldado preso também em agosto por estelionato e extorsão.

Há uma semana, agentes lotados na Unidade Prisional também flagraram um filho de um PM preso, de 13 anos, entrando no local com um celular. O aparelho foi flagrado quando o adolescente passou pelo detector de metais da unidade. O menino e sua mãe foram encaminhados à 78 ª DP (Fonseca), onde foi feito um registro de ocorrência da apreensão.

Pedido de prisão

A petição encaminhada pela Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão do governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), informa a existência de 25 bilhetes que citam o governador ou codinomes ligados a ele ao lado de valores que, somados, chegam a R$ 2,2 milhões. Além disso, há uma transcrição de conversa telefônica em que Pezão considera interceder em favor de Sérgio Cabral junto à direção do presídio Bangu 8, onde o ex-governador cumpre pena.

O documento tem 151 páginas e estava sob sigilo, que foi levantado neste sábado, 1º, pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi ele quem autorizou a prisão de Pezão.

Segundo trecho da peça, “foram identificadas anotações com datas e valores que fazem referências a pagamentos realizados a ‘PÉ’, ‘PZÃO’, ‘PEZÃO’, ‘BIG FOOT’ e ‘PEZZONE’. No total são 25 ocorrências, cuja maioria revela transferência de grandes vantagens indevidas para o governador Pezão. O montante ultrapassa os dois milhões e duzentos mil reais. Foi possível identificar pagamentos realizados entre os anos de 2012 a 2014”.

Em outro trecho da petição, a procuradora Raquel Dodge transcreve uma conversa telefônica em que Luiz Fernando Pezão considera ajudar Sérgio Cabral. A conversa aconteceu em julho, logo após Cabral se desentender com procuradores que faziam uma inspeção em Bangu 8 e, por conta disso, ter sido encaminhado para outra cela. Na conversa, Pezão se compromete a “entrar no circuito”.