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É erro jogar a população contra o Congresso, como faz Bolsonaro, diz um grupo de empresários

Na Câmara, líderes do Centrão voltaram a discutir o fim da reeleição para o presidente da República e governadores. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Jogar a população contra o Congresso Nacional e descredibilizar a política, como tem feito o presidente Jair Bolsonaro, é um erro, segundo Gabriel Kanner, presidente-executivo do Brasil 200, movimento que reúne empresários simpatizantes do atual governo.

“Não podemos incorrer no erro de jogar a população contra o Congresso e colocá-lo como o grande vilão da história, como alguém que só tem interesse financeiro em receber alguma contrapartida para aprovar a reforma da Previdência. Não podemos negar o processo legislativo. Não acho correto dar essa impressão à população”, diz Kanner.

Com nomes de peso do empresariado, como Flávio Rocha (Riachuelo) e João Appolinário (Polishop), o Brasil 200 entrou em 2019 com uma agenda pró-Bolsonaro, prometendo estimular a criação de 1 milhão de vagas de emprego. Porém, o presidente do movimento afirma que o grupo não vai participar das manifestações convocadas para domingo (26) em defesa de Bolsonaro.

“A forma como surgiu essa manifestação foi um pouco nebulosa no nosso entendimento. Vimos pessoas com hashtags sobre invadir o Congresso ou fechar o STF. A nossa orientação é refutar qualquer tipo de pedido neste sentido”, afirma Kanner.

Anistia a partidos

Bolsonaro sancionou um projeto aprovado pelo Congresso que anistia multas aplicadas a partidos políticos. O texto foi publicado na segunda (20) no Diário Oficial da União e deve representar uma anistia de cerca de R$ 70 milhões aos partidos.

Após a validação do presidente, ficam perdoadas multas decorrentes da não aplicação de ao menos 5% das verbas públicas para a promoção e difusão da participação política das mulheres.

Diferentemente do que Bolsonaro afirmou na noite de sábado (18), quando disse que a imprensa havia “mentido”, o texto foi sancionado por ele com apenas um veto, mas que mantém a anistia aos partidos. O presidente vetou apenas o trecho que previa a anistia em caso de doações de servidores públicos.

No sábado, ao sair do Palácio da Alvorada para cumprimentar apoiadores, Bolsonaro criticou a imprensa por dizer que a notícia sobre a anistia estava errada, ao argumentar que havia vetado, e não sancionado.

“A imprensa publicou agora – não vão botar uma linha do que vou falar aqui, não vão botar nada. Sei que vocês são funcionários, não têm poder junto aos editores. Mas as imprensas estão dizendo que eu sancionei uma lei ontem [sexta-feira] para anistiar multas de R$ 60 milhões mais ou menos de partidos políticos. É mentira, eu vetei. Estão dizendo que eu sancionei. É o tempo todo assim, é só mentira”, disse.

A sanção presidencial é a última etapa para que um projeto de lei entre em vigor. Depois de aprovado pelas duas casas do Congresso, o texto vai à análise do presidente, que pode validá-lo ou vetá-lo completamente ou ainda fazer vetos parciais, como foi o caso desse sobre os partidos. Em sessão conjunta da Câmara e do Senado, o Congresso pode futuramente derrubar os vetos presidenciais.

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