Últimas Notícias > Capa – Destaques > “Estamos em guerra”, diz o presidente do Chile. O país enfrenta a maior revolta social das últimas décadas

É preciso estar atento contra operação abafa, diz ministro do STF

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (Foto: Banco de Dados/O Sul)

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), é um defensor da Operação Lava Jato e afirma que, para “mudar um paradigma pervertido de absoluta impunidade” no Brasil, não é possível fazer “mais do mesmo”. Ele também defende o fim do foro privilegiado para autoridades e diz que é preciso “estar atento” para que não prevaleça uma “operação abafa” no País. “A quantidade de interesses que foram revolvidos [pela Lava Jato] faz com que isso seja uma possibilidade”, afirma ele em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Eu não acho que o maior problema brasileiro seja a corrupção. O nosso maior problema é a mediocridade, é a escassez de pessoas pensando o País lá na frente.”

Sobre a PEC do teto de gastos, o ministro afirma que a responsabilidade fiscal não tem ideologia. “O Estado não pode gastar mais do que arrecada porque os juros sobem, gera inflação, e isso penaliza os mais pobres. Há uma discussão desfocada. Quando você diz que não pode gastar além de determinado patamar, não está dizendo que vai cortar da educação ou da saúde. A disputa não deve ser contra a PEC. E sim na discussão do orçamento, que não existe no Brasil. É nela que o País define suas políticas públicas e faz as suas escolhas trágicas”, avalia.

Sobre interesses corporativos ele afirma que é contra, inclusive os do Judiciário, de todos os penduricalhos que os juízes ganham. “Os juízes devem ser bem pagos. Mas devem ter remuneração transparente. Esse Judiciário em que nem o tribunal de contas consegue saber quanto juízes ganham dá um mau exemplo”, afirma. (Folhapress)

 

RAIO-X: LUÍS ROBERTO BARROSO

NASCIMENTO 1958, em Vassouras (RJ)
FORMAÇÃO Mestre em direito pela Universidade Yale (EUA) e doutor em direito público pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
ANTES DO SUPREMO Foi professor de direito constitucional da Uerj, procurador do Estado do Rio de Janeiro e sócio do escritório de advocacia Luís Roberto Barroso & Associados
INDICAÇÃO PARA O STF 2013, pela então presidente Dilma Rousseff