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Editora pede que censura à reportagem que cita Toffoli seja suspensa

“Amigo do amigo de meu pai” revelou um documento onde Marcelo Odebrecht disse ser do presidente do STF o apelido que deu título à matéria (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Depois de uma reportagem da Crusoé que citava e-mails da Odebrecht e mencionava Dias Toffoli ser excluída, a editora Marce Clausum, responsável pela revista e também pelo site O Antagonista, pediu que o ministro Luiz Fux suspenda liminarmente a censura. O pedido se estende para depoimentos de jornalistas dos veículos. Além de pedir que publicação fosse apagada, na segunda-feira (15) o ministro do Supremos Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ainda mandou multar o veículo em R$ 100 mil alegando o descumprimento da decisão. No dia seguinte, ele ordenou buscas e apreensões contra investigados.

Os advogados da editora argumentam que é “inevitável deixar de se entender como um erro grave a determinação de exclusão de matéria jornalística da apreciação pública, ainda que relacionada a autoridade judiciária, como é o caso da decisão reclamada, sendo certo que matéria jornalística se limitou a divulgar a notícia que chegou ao seu conhecimento, sem qualquer termo ofensivo, tampouco emissão de juízo de valor”. Para eles, as decisões “impedem o direito público de acesso à informação, acarretando em prejuízo à sociedade como um todo”. No texto, também é ressaltado que “o tema da reportagem é de interesse público, uma vez que revela informações fornecidas por Marcelo Odebrecht, colaborador da operação ‘Lava Jato’, sendo dever-direito dos meios de comunicação de divulgar fatos relevantes, independentemente, da pessoa retratada. E qualquer impedimento nesse sentido configura inquestionável censura, que tanto castigou nosso País”. O veículo ainda informa a Fux que “na calada da noite, recebeu a redação do veículo de comunicação, uma policial federal, intimando a Reclamante para pagar a multa por descumprimento” e que “a ordem foi cumprida, e a referência ao descumprimento está inserida nos autos do Inquérito a que se nega acesso à Reclamante”.

Ainda nesta terça-feira (16), a procuradora-geral, Raquel Dodge, informou que promoveu o arquivamento do inquérito que investiga os casos de fake news contra o STF. Horas depois, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes determinaram que as investigações seriam mantidas e prorrogadas por mais três meses.

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