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Eduardo Bolsonaro diz que já tem votos para ser embaixador nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro em encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. (Foto: Divulgação/Casa Branca)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, disse que já tem os votos suficientes de senadores para ter o seu nome aprovado para ser o novo embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

“Acredito que hoje, se fosse votado, acredito que sim, acredito que conseguiria ser aprovado”, disse Eduardo em entrevista concedida ao site Congresso em Foco. Ele destacou que está bem esperançoso e confiante mesmo diante do fato de a votação ser secreta. Para ser aprovado, Eduardo tem de receber o apoio de ao menos 41 dos 81 senadores na votação no plenário do Senado.

Na entrevista, o filho do presidente não respondeu diretamente sobre o motivo da demora no envio oficial da sua indicação ao Senado. Disse que está estudando para “tirar nota 10” e tem aproveitado as visitas aos senadores para divulgar suas ideias.

Eduardo citou a sua boa relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com investidores norte-americanos como principal trunfo dele. “Uma coisa é falar com qualquer pessoa do governo e da diplomacia. Outra é falar com quem tem essas portas abertas dentro do governo para colocar adiante esses investimentos. Minha figura traz peso maior de confiança e de responsabilidade para esse novo Brasil que a gente quer desenhar lá fora”, disse.

Projeto

Em “campanha” pelo comando da embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro passou a apoiar um projeto de lei que torna automática a liberação de medicamentos no Brasil já aprovados por autoridades sanitárias estrangeiras, como a norte-americana.

A proposta esvazia as funções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e contraria a posição do governo em relação à maconha medicinal. Além do filho do presidente, outros aliados do governo federal, como o autor da proposta, General Peternelli, a deputada Carla Zambelli  e o general Eduardo Villas Bôas, já defenderam o uso do canabidiol (óleo extraído da maconha). Se aprovado, o texto apoiado por Eduardo liberaria a venda de ao menos um remédio à base de canabidiol usado para tratar epilepsia severa em crianças.

O uso do óleo derivado da planta extrapolou o debate médico e avançou na pauta política após a Anvisa ter realizado uma consulta pública, sem ordem do governo, para estabelecer critérios de produção e, consequentemente, de consumo da substância no Brasil. Criticada pelo governo, a proposta autorizaria o plantio da maconha para fins medicinais e o restringiria apenas a lugares fechados e sob o comando de empresas credenciadas.

Após conclusão da consulta, o formato final ainda não foi apresentado. Mas os ministros da Cidadania, Osmar Terra, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já defendem que o Brasil adote apenas a “cannabis sintética” (que não existe no País), produzida em laboratório, para evitar a necessidade do plantio.

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