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Eduardo Bolsonaro sai em defesa do irmão e de Olavo de Carvalho na briga com o vice-presidente Hamilton Mourão dizendo: “Vice deve ser soldado do presidente”

Eduardo Bolsonaro fez críticas severas ao vice-presidente Hamilton Mourão. (Foto: Reprodução Instagram)

O filho do presidente Jair Bolsonaro e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) também atacou o vice-presidente da República, general da reserva Hamilton Mourão. Ele endossou em uma entrevista as críticas que seu irmão Carlos tem feito a Mourão.

Diante da indagação sobre como vê a polêmica sobre as postagens do astrólogo Olavo de Carvalho, guru do clã Bolsonaro, o deputado do PSL disse: “Na verdade, ele é uma grande referência. E o que tem causado bastante ruído são as sucessivas declarações do vice-presidente [Hamilton Mourão] de maneira contrária ao presidente da República. O que parece é que, se o general conseguir cumprir a missão dele, que é substituir o presidente no caso da ausência, tudo bem. Ou as missões que o presidente der a ele. Se ele for um soldado do presidente, tudo se encaixa”.

Eduardo Bolsonaro fez também críticas severas ao vice-presidente: “Acho que tanto Olavo quanto Carlos estão apenas reagindo a isso tudo que salta aos olhos de quem acompanha a política. Poxa, o general Mourão chegou a curtir um post da [jornalista Rachel] Sheherazade em que ela mete o pau no Jair Bolsonaro. Isso daí não é conduta de vice. Bolsonaro fala que é contra o aborto, ele fala que é a favor. Olha, tudo bem, é uma opinião dele. Mas, vice-presidente, a função dele não é dar opinião, ele já deu”. Eduardo Bolsonaro abordou também os conflitos políticos em torno da tramitação da reforma da Previdência.

Reforma

“Para a reforma é o que o Paulo Guedes [ministro da Economia] fala, é salvar R$ 1 trilhão. Se ele conseguir salvar isso, tem a margem que ele precisa para fazer a transição do atual sistema. Ele mesmo diz, você pode tirar de um lugar, mas vai ter que aumentar em outro. Enfim, o remanejamento pode ser feito, mas se não for feita uma reforma dessa de um trilhão, os investimentos previstos para entrar no Brasil, não entram. Isso é ruim porque gera menos emprego e daqui a uns dez anos vai precisar fazer outra reforma, passar por outro debate porque o sistema não se sustenta sozinho.Eu acredito fielmente que vai, acho que já está bem maduro na população. Todo mundo está dando a sua cota de sacrifício. Os parlamentares entrando no regime geral também”, disse Eduardo.

Ao ser perguntado se vê a posição do PSL na CCJ (comissão de constituição e Justiça) e se houve críticas, Eduardo destacou: “Sim, mas foram críticas construtivas. A bancada realmente precisa de um pouco mais de experiência. Facilmente 95% são de primeiro mandato, não tem problema nenhum nisso, mas eu acredito que vai dar conta do recado”.

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