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“Não estou em silêncio”, diz o ex-deputado federal Eduardo Cunha em carta divulgada por advogado

Cunha (foto) disse que o encontro com Joesley e Lula pode ser comprovado pelos seguranças da presidência da Câmara que o acompanharam na ocasião. (Foto: Reprodução)

Nessa sexta-feira, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo frigorífico JBS/Friboi, mentiu em sua delação premiada ao MPF (Ministério Público Federal), ao contar que estava pagando pelo seu silêncio, em uma suposta tentativa de aplacar a chantagem do ex-parlamentar contra o governo de Michel Temer.

A afirmação foi feita por meio de uma nota redigida de próprio punho um dia antes e divulgada por meio de seus advogados. Ele está preso pela Operação Lava-Jato em Curitiba desde outubro de 2016 e já condenado a 15 anos de cadeia em regime fechado, em março deste ano, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

“Eu estou exercendo o meu direito de defesa, não estou em silêncio e tampouco ficarei”, avisou na mensagem. O ex-parlamentar do PMDB (mesmo partido de Temer) abriu o texto dizendo que rechaça “com veemência” as informações divulgadas de que estaria recebendo qualquer tipo benefício. “São falsas as afirmações atribuídas a Joesley Batista de que estaria comprando o meu silêncio”.

Cunha ressalta, ainda, que jamais fez qualquer pedido desse tipo a Temer: “Recentemente, após uma entrevista do presidente da República, eu o desmenti com contundência, mostrando que não estou alinhado com nenhuma versão dos fatos que não seja a verdadeira”.

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